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01/09/2020
Atuação do psicólogo pauta série de eventos online

Por: Karen Vidaleti

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Psicologia escolar em tempos de pandemia, a gestação na vida de analista e a psicologia comunitária foram temas abordados

O Dia da Psicologia Brasileira foi comemorado com programação especial para os alunos da Graduação em Psicologia da IMED no Campus Porto Alegre. Com a proposta de instigar a reflexão e inspirar a paixão pela profissão, uma série de encontros online foi realizada na quinta-feira (27).

Pela manhã, a convidada foi Juliana Bredemeier, coordenadora Educacional do Colégio Israelita Brasileiro. A partir do exemplo da instituição de ensino em que atua, ela abordou a psicologia escolar em tempos de pandemia. O Israelita foi o primeiro colégio particular de Porto Alegre a anunciar a suspensão de atividades presenciais em razão da pandemia. Para isso, desenvolveu um planejamento para que as atividades seguissem online, sem que houvesse interrupção do processo de aprendizagem.

Usando da psicologia baseada em evidências, o colégio focou suas ações em questões como a importância da manutenção da rotina, a comunicação aberta com as crianças, o contato frequente com pessoas importantes (como professores) e expressão emocional. “A primeira referência para atuação do psicólogo nesse momento é a criatividade. Nós precisamos pensar fora da caixa, pois teremos que fazer coisas ainda não realizadas, porém essa é uma inovação com responsabilidade”, relatou.

À tarde, teve bate-papo com as autoras do livro ‘A analista grávida’, a psicanalista e mestre em psicanálise Simone Heissler e a psicanalista e especialista em sexualidade humana Marina Pinto de Camargo, ambas membros do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre. Elas compartilharam com o público um pouco de suas trajetórias e experiências que levaram à publicação do livro. 

“Estar grávida enquanto analista mudou bastante, pois a gente vai identificando como os pacientes começam a perceber que eu estava grávida. Com poucas semanas de gestação, sem que eu estivesse com barriga, isso começa a aparecer na narrativa dos analisandos. A troca de experiências com amigas também grávidas deu origem ao livro. Sentimos falta de outros relatos, então resolvemos escrever nossas experiências teórico-clínicas e, para isso, também buscamos por outras mulheres, abordando diversas nuances desse tema”, contou.

À noite, foi a vez do Núcleo de Intercâmbio com a Comunidade (NIC) da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul (SPRGS) trazer aos acadêmicos um pouco do trabalho desenvolvido dentro de uma perspectiva psicanalítica, tendo como debatedoras Bruna Bayer, Renata Serafini e Natália Ambros. Aberto ao público, o grupo busca trabalhar o chamado lanço social. Por isso, entre os temas abordados estiveram a psicologia comunitária, a psicanálise e o impacto desse trabalho dentro da comunidade. A programação encerrou com música, apresentada pelo acadêmico Hugo Fernando da Silva aos colegas.

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