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31/07/2020
Você está preparado para a mudança?

Por: Karen Vidaleti

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Diretora do Hub de Inovação da IMED, Márcia Capellari comenta como desenvolver a cultura da transformação e preparar um negócio para inovar

Quando a pandemia causada pelo novo coronavírus será contida, ainda não se sabe, mas o certo é que, aos negócios que persistirem, ela deixará um legado importante: a aceleração da transformação digital. Essa mudança já pode ser identificada em inúmeras empresas que, em meio ao cenário de incertezas trazido pela covid-19, tiveram que buscar alternativas para transpor seus negócios para o ambiente digital. 

A adoção de tecnologias não é suficiente em uma sociedade que evolui em velocidade cada vez maior. As organizações e aqueles que as fazem devem se preparar não só para gerenciar, mas, principalmente, para promover mudanças. E como desenvolver a cultura da transformação dentro de uma empresa? A diretora do Hub de Inovação da IMED, Márcia Capellari, sugere: comece pelo topo.  

“A cultura só se transforma a partir do exemplo. Então, deve-se começar pelos principais líderes, que são os embaixadores responsáveis por implementar mudanças significativas dentro das organizações. Nenhum programa de transformação digital acontece sem as pessoas. Aliás, inovação só existe porque as pessoas cocriam realidades, reinventam a forma de fazer as coisas, melhoram processos que já existem e usam a criatividade para transformar desafios em oportunidade”, observa.

 

Conexão com ecossistema de inovação pode ocorrer em ambiente físico ou digital

 

Assim, os “embaixadores da inovação” ficam disponíveis para estudar as novas estratégias e experimentar possibilidades. E, a partir da mudança dos líderes, torna-se possível investir na transformação do mindset dos colaboradores. Estar aberto à inovação é também desenvolver a tolerância ao erro. “Aprender a aprender é uma mudança necessária para começar esse processo de implementação dentro de uma empresa”, ressalta Márcia.

Mais do que colocar uma mesa de pingue-pongue ou um videogame dentro da empresa, mudança de cultura, segundo a diretora do IMED Hub, significa gerar um laboratório de experiências que possibilite olhar para os desafios de forma diferente e cocriar soluções - não somente com as equipes internas, mas também parceiros externos, o que leva a uma possibilidade de inovação aberta.

Um erro comum é pensar tecnologia como sinônimo de inovação. A tecnologia é, na verdade, um meio para gerar inovação e não um fim. Márcia cita seu mentor, Silvio Meira, o qual afirma que “inovação precisa se converter em mais e melhores notas fiscais emitidas”. “Se isso não acontecer, não é inovação”, ela resume e acrescenta: “Se você quer ser um profissional inovador, aprenda a transformar ideias que façam sentido e gerem valor para o cliente. É preciso fazer a conversão das ideias em resultados”.

 

Ecossistema 360

“Outro elemento que julgo muito importante é: alie-se. Esteja próximo de quem está fazendo algum movimento de inovação. Não adianta visitar Alemanha, Israel e Vale do Silício, se você volta para casa e continua fazendo a mesma coisa, sem implementar nenhuma mudança. Comece com o mínimo e faça acontecer”, considera.

É para conectar pessoas a oportunidades que atuam os ecossistemas de inovação, como o IMED Hub. “Um hub nada mais é do que um espaço físico ou digital que promove e oferece um relacionamento estratégico entre as empresas - tradicionais ou em processo de transformação - e pessoas com mindset aberto à mudança, objetivando a criação de novos negócios, de startups e scale ups”, explica.

Para gerar inovação e promover mudanças, o ecossistema conta com: empresas, startups e academia. “Esse ecossistema não se basta se estiver isolado. É importante que esses três agentes principais estejam conectados, que tenhamos fontes de financiamento (que são empresas tradicionais que possuem investidores), que tenhamos forte atuação das instituições de ensino, na formação de pessoas qualificadas para colocar em prática o desenvolvimento essencialmente com base tecnológica.”

 

Mais sobre o IMED Hub

O IMED Hub surgiu para fortalecer o ecossistema de inovação e empreendedorismo, utilizando a tecnologia e a pesquisa acadêmica como meio para oferecer soluções inovadoras que aumente eficiência e reduza custos para as empresas. Para conectar pessoas a oportunidades, o hub conta não só com espaços físicos, mas também disponibiliza um ambiente virtual, permitindo a conexão de pessoas do mundo inteiro.

O espaço presencial e virtual de residência de startups e programas de inovação aberta possui conexão com o ecossistema de inovação e empreendedorismo nacional e internacional, para potencializar o desenvolvimento de negócios. Para isso, são oportunizados mentoria de empresários vinculados a um programa chamado de Aliança Empresarial - onde seus principais executivos atuam como mentores -, programa de investimentos e aproximação das startups com corporações, além de acesso a pessoas com formação baseada em resolução de problemas, tecnologias e negócios.

E, para garantir que as conexões sejam genuínas e os resultados efetivos, o hub conta com clusters especializados para atender aos segmentos de AgroTech, HealthTech e LawTech, a partir de práticas realizadas pelos estudantes em trabalhos de conclusão de curso (TCCs) e disciplinas de desafios de empreendedorismo, professores, funcionários, empresas, startups e scale ups, investidores e mentores.

 

 

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