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07/07/2020
Tudo o que você precisa saber sobre cooperativismo no agronegócio

Por: IMED Online

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Você já reparou que, em alguns setores do mercado, as cooperativas são mais fortes e consolidadas do que em outros? Principalmente em cidades menores, onde predominam os trabalhos no campo, isso tem se tornado cada vez mais comum.

Se isso já acontece em tempos normais, em períodos de crise como a que estamos vivendo atualmente, essa situação fica ainda mais escancarada. 

Portanto, enquanto agricultor, profissional do setor de agronegócios, pecuarista ou aspirante a qualquer uma dessas carreiras, você deve compreender que a gestão atual do agronegócio pode ser vista pela perspectiva das maiores cooperativas do Brasil. 

O evento "Gestão do Agronegócio na visão das maiores cooperativas do Brasil", que será um bate-papo entre os representantes de algumas das maiores cooperativas do Brasil, tratará sobre a gestão do agronegócio e todas as suas nuances. 

Mas falemos sobre isso daqui a pouco, pois, agora, é hora de entender um pouco mais a respeito das cooperativas e suas interferências no meio agro. Está pronto para se aprofundar em um assunto extremamente importante para sua rotina no campo? Pois então siga com a leitura!

 

Qual é a real importância do cooperativismo?

Antes de entender a relevância do cooperativismo no agronegócio, é preciso saber que as tecnologias recém-aplicadas no setor podem gerar impactos através de diferentes esforços.

Aliás, o próprio conceito de economia compartilhada ou colaborativa, que surgiu nos EUA, é altamente aplicado no setor de agronegócios e está em alta há algum tempo, comprova essa teoria. 

Como se fosse uma cadeia, a indústria agro atua da seguinte maneira: na área de insumos, são inclusos produtos químicos, sementes e fertilizantes. 

Paralelos, os setores de maquinário e Trading e processamento tratam de equipamentos agrícolas e grandes processadores e trituradores. Aqui, os Tradings propriamente ditos também fazem parte do processo.

Ponto-chave da cadeia, os serviços englobam bancos, seguros e cooperativas. Por fim, as AgTechs e FinTechs são agregadas entre as start-ups.

Com essa divisão bem estabelecida, a importância do cooperativismo no agronegócio passa pela ideia de que o sistema tem papel fundamental na própria economia brasileira, já que, em 2017, a atuação das cooperativas era responsável por cerca de 50% do PIB (Produto Interno Bruto) agrícola.

Ou seja, é justamente nele, no ramo agrícola, que o cooperativismo encontra maior destaque. Pesquisas realizadas no ano de 2017 confirmaram existir 1.597 instituições, além de 180,1 mil produtores cooperados.

De acordo com alguns dados do Censo Agropecuário do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a estimativa é que 48% de tudo aquilo que é o produzido no campo brasileiro passe, de alguma forma, por uma cooperativa.

 

As 7 vantagens do cooperativismo

Além de fomentar a comercialização de seus produtos, as cooperativas auxiliam o agricultor a se manter no campo. 

Por meio do fornecimento de serviços a seus cooperados, a organização ajuda a desenvolver a região. De tal maneira, são sete os principais benefícios de sua atuação:

- Inclusão de produtores independentemente de tamanho e sistema de produção;

- Geração e distribuição de renda de forma equitativa;

- Acesso a mercados, atividade esta que poderia ser mais complicada quando ou se realizada de forma individual;

- Coordenação da cadeia produtiva em relação horizontal;

- Agregação de valor à produção dos cooperados;

- Prestação de serviços, além de acesso e adoção de tecnologias aos cooperados;

- Barganha adquirida nas compras e vendas coletivas, o que pode significar economias em escala nos processos de compra e venda.

Essas vantagens se associam com a condição de que o agronegócio brasileiro, muito em função da presença das cooperativas, têm papel de destaque na produção mundial de alimentos. 

A nível global, o agro brasileiro está entre os líderes na produção de alimentos como laranja e carnes, sejam elas bovinas, suínas e de aves. Ademais, o Brasil é um dos maiores exportadores dos produtos vindo do campo.

Ou seja, mesmo após passar algumas crises, o país pôde ver o agronegócio se manter firme. Ano após ano, o setor contribuiu positivamente com o PIB nacional. 

Para se ter uma ideia, em 2015, em meio a uma das maiores crises econômicas de toda a história, o Produto Interno Bruno brasileiro fechou com uma queda de 3,8%. Em contrapartida, o agronegócio cresceu cerca de 0,4%.

 

A chave para o sucesso

Você já ouviu aquele ditado que diz que “a união faz a força”? Sim, né? Pois saiba que é exatamente assim que funciona o relacionamento entre as cooperativas e o setor do agronegócio.

Em outras palavras, a ação coletiva gerada pelas cooperativas representa um dos principais alicerces para que o agronegócio brasileiro continue enfrentando crises e crescendo de forma substancial.

Segundo a opinião de alguns especialistas em cooperativismo, as organizações que cooperam têm papel fundamental no fornecimento de soluções integradas aos cooperados. 

De forma detalhada, pode-se garantir que elas passam pela oferta de equipamentos, insumos e serviços diferenciados. 

Ao ser essencial, a cooperativa auxilia em muito o dia a dia do pequeno e médio produtor, que normalmente tem dificuldade e restrições para viabilizar projetos que envolvem aplicações tecnológicas.

 

História

Sob um apelo histórico, pode-se afirmar que, desde a descoberta da agricultura, o homem vê a necessidade de desenvolver arranjos organizacionais que visam facilitar a ação coletiva. 

Nesse contexto, surge a importância das cooperativas de produtores agropecuários, que, além de servirem aos mais diferentes trabalhos em grupo, também são responsáveis por desempenhar importantes papéis sociais e econômicos no agronegócio.

Assim, acaba sendo correto concluir que uma cooperativa agrícola nasce da associação voluntária de produtores rurais. Com os mesmos interesses, eles buscam vantagens comuns em suas atividades agroeconômicas. 

No território brasileiro, por exemplo, existem cooperativas que podem ser descritas como verdadeiros conglomerados de produtores que, através da cooperação, buscam alcançar os benefícios necessários para a manutenção forte e ativa em um mercado tão competitivo.

Como a concepção de cooperativas consolidadas está diretamente associada à definição de produtores unidos, o papel dessas associações normalmente vai além do que o senso comum imagina. 

Em uma visão recente da direção da Coopercitrus, cooperativa referência no setor do agronegócio brasileiro, chegou-se a algumas conclusões. 

A principal delas afirmou que esse tipo de organização possibilita ao produtor desenvolver um modelo de negócios integrado. 

Ou seja, através da comercialização de culturas, consegue-se acessar inovações tecnológicas de forma conjunta, o que na maioria das vezes é inviável no caso dos pequenos produtores.

 

Como fazer para ser cooperado? 

Se você está se perguntando sobre o que é necessário fazer para ser um cooperado, fique tranquilo. Além de não estar sozinho, prossiga com a leitura e saiba como chegar lá.

Se pegarmos o pequeno produtor como exemplo, chegaremos à constatação de que, na maioria das atividades agrícolas, ele não consegue se organizar. Pior, é comum que ele se planeje mal a ponto de correr diversos riscos de não sobreviver em um mercado cada dia mais competitivo. 

Justamente por isso, sua associação à cooperativa tende a melhorar esse cenário. 

Na prática, para se tornar um associado, é preciso, antes de mais nada, saber qual é a cooperativa mais próxima de sua localidade. Ela também deve se enquadrar na atividade rural em voga.

Sequencialmente, é preciso entender quais são as documentações solicitadas pela cooperativa. Na ampla maioria dos casos, elas são obrigatórias para o ingresso noquadro de associados. 

Nesse caso, os papéis e documentos incluem arquivos pessoais e sobre a propriedade. Uma vez preenchida a documentação, o pedido de associação passa a ser analisado em uma reunião do conselho de administração. 

Em algumas situações, esse conselho pode ser substituído pela diretoria administrativa, que é composta por cooperados, e, caso aprovado, o profissional do agronegócio deve seguir uma série de diretrizes. 

A maioria delas dá conta de noções organizacionais que garantem uma boa relação entre cooperado e cooperativa.

Assim que recebe um novo associado, a cooperativa, por sua vez, tem por padrão captar uma cota do produtor rural. Normalmente, o valor dessa cota é simbólico.

 

Vale a pena se associar

Ao se associar a uma cooperativa, o produtor rural pode usufruir de uma série de benefícios, sendo que a maioria deles pode fazer a produtividade alavancar de forma extremamente relevante, garantindo assim uma economia mais forte, além de uma sociedade mais unida.

O primeiro dos pontos fortes trata da prestação de serviços. Isso porque cooperativas bem estruturadas prestam diversos serviços para o produtor. Entre eles, podem ser incluídos:

- Beneficiamento de café;

- Embalagens de produtos;

- Pasteurização de leite.

Utilizada para contratação de pessoal, a cooperativa ainda pode ser classificada como um lugar de referência e fonte de informações. 

Completa, ela também pode servir como um espaço de oferta de auxílio técnico, comercialização de produção e local onde se compra e vende materiais e produtos agropecuários. 

Isso se dá de tal maneira porque a maioria das cooperativas dispõe de lojas próprias para atender a comunidade local como um todo, não ficando presa somente aos cooperados.

Ao lado da prestação de serviços, a assessoria técnica também está entre as principais vantagens de se associar a uma cooperativa. 

Por normalmente manter uma equipe de técnicos, veterinários e agrônomos, a cooperativa oferece suporte regular aos trabalhadores, assegurando produções mais efetivas, o que é mais benéfico para cooperado e cooperativa.

Ou seja, além da experiência comercial, a assessoria técnica se mostra ainda mais valiosa aos pequenos produtores que, antes meros aspirantes a ingressar nesse universo, estão iniciando uma nova caminhada na produção de alimentos.

Outro benefício importante fica a cargo das garantias trabalhistas. Nesse caso, justamente por serem registradas de acordo com a lei, as cooperativas disponibilizam garantias para trabalhadores e proprietários rurais.

Ao oferecerem vantagens claras para ambos, elas permitem que o trabalhador tenha uma remuneração condizente com a realidade do mercado de trabalho. 

Dentre as principais benfeitorias, destacam-se o pagamento de INSS, os dias paradas, o 13º salário e, como não, as assistências médica e educacional. 

Isso tudo demonstra que, na prática, as cooperativas priorizam o cooperativismo, isso na real definição do termo, entre os produtores rurais. 

Como caminho natural, essa troca de experiências acaba resultando em algo essencial aos associados no sentido de excluir qualquer intermediador.

Com o apoio da cooperativa, o produtor ainda tem a possibilidade de obter linhas de crédito e financiamentos que compensam muito mais se comparados aos conseguidos pelos trabalhadores rurais que atuam de forma solitária.

 

Aplique na prática! 

Após descobrir diversas informações pertinentes a respeito do cooperativismo no agronegócio, que tal se aprofundar no assunto?

No próximo dia 23/07, acontecerá o evento "Gestão do Agronegócio na visão das maiores cooperativas do Brasil". Ele tratará sobre cooperativismo e abordará as melhores soluções para o momento de crise que todo o mundo está vivendo.

Através de um bate-papo dinâmico e extremamente proveitoso, a ideia do encontro é trabalhar alternativas para que cooperativas e cooperados saiam ainda mais fortes desse conturbado período.

Dentre os palestrantes, estarão Fernando Degobbi Sambonovich, que é Diretor-presidente da Coopercitrus Cooperativa, e Haroldo Polizel, que é Superintendente-Geral da Integrada.

Pensado para quem vive o campo, o evento tem três pontos centrais.

O primeiro deles trata da ideia de que, na prática, o cooperativismo possui papel importantíssimo em relação ao cenário do agronegócio. Mais do que isso, ele pode ser uma das mais relevantes soluções para o fortalecimento do setor em meio à pandemia.

Já o segundo levanta a reflexão de que, como a gestão de um agronegócio exige cada vez mais profissionalismo, não há nada melhor do que acompanhar dezenas de agronegócios na prática.

Por fim, o que nós podemos garantir é que, por aí, você não encontrará nada parecido com esse encontro, que, além de ser on-line, reunirá as maiores e mais bem conceituadas cooperativas do país para dar dicas de gestão a seu negócio.

As inscrições para participar do melhor evento sobre agronegócio são limitadas, então correr para garantir a sua é o melhor a se fazer. 

Clique aqui e preencha campos como nome completo, e-mail, celular, grau de escolaridade e interesse em realizar uma graduação nesse segmento, e saiba mais. 

Promovido pela IMED Online, o evento é perfeito para aspirantes a tal ou profissionais consolidados no setor de agronegócio. 

Como atuar nesta área demanda um maior conhecimento a respeito das cooperativas e demais sistemas de auxílio, inscreva-se já e não fique de fora dessa!

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