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05/09/2018
Superação com auxílio da tecnologia

Por: Liliana Crivello

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Em mais um momento de aprendizado e troca, na segunda noite do III Seminário de Educação Inclusiva e Direitos Humanos da IMED, a superação foi a palavra que esteve presente em diversas oportunidades.

A apresentação cultural ficou a cargo da Amanda Franke Aresso que apresentou ao público presente duas músicas. Já a usuária dos serviços da Apae, desde 1977, Ana Cristina de Oliveira Dreves, em seu depoimento ressaltou a importância das pessoas participarem de atividades promovidas pelas entidades. Ela frequenta as oficinas de convivência três vezes por semana, além de receber os serviços de saúde na instituição.

A professora Elisangela Rizzatto coordenou as conferências realizadas pelo psicólogo Dr. Claudio Luciano Dusik com o tema “O uso da tecnologia assistiva como forma de desenvolvimento social e educacional”, e o professor especialista em Educação Especial na Área de Deficiência Visual, Adilso Corlassoli, abordou “Acessibilidade no contexto atual na perspectiva dos Direitos Humanos”.

Com uma frase inicial, projetada no telão, o primeiro recado de Dusik já deixou claro que a noite seria de emoção: “São os nossos desejos, e não nossas condições, que determinam até onde podemos chegar”. E ele chegou longe. Diagnosticado com atrofia muscular espinhal (AME), em que a expectativa de vida é de 7 anos, ele abordou através de um depoimento pessoal, o potencial da vida humana e a superação de desafios.

“Sou a prova viva do sucesso de práticas inclusivas e de que barreiras precisam ser vencidas. Minha trajetória serve para orientar, produzir e apoiar a utilização de tecnologia assistiva, visando a melhor autonomia nos afazeres e atos comuns da vida diária, e ainda reforçar a necessidade da inclusão escolar, social e digital de sujeitos com necessidades educacionais especiais no cenário sociocultural contemporâneo", afirmou.

De acordo com o professor Adilso Corlassoli, é necessário colocar a em prática a Lei Brasileira de Inclusão, para que a legislação saia do papel e se torne realidade na vida das pessoas. “Precisamos das políticas públicas, da legislação, dos movimentos sociais para que os direitos sejam efetivados para todas as pessoas, porque não é justo, por exemplo que pessoas que tenham alguma deficiência estejam em casa, à margem da sociedade, ou porque não teve uma família que lhe deu apoio ou porque a política pública não chegou até ela. Precisamos deste movimento para atingir estas pessoas, para que elas não precisem ir embora de seus municípios para poder estudar, por exemplo. Queremos que a política pública chega até os 497 municípios do Estado e que as pessoas não precisem, no momento em que elas mais necessitam, ter de abandonar sua família, sua comunidade, seus amigos, para procurar aquilo que todos buscam ao longo de suas vidas, que é a inclusão social”, esclarece Adilso.

O III Seminário de Educação Inclusiva e Direitos Humanos encerra na noite desta quarta-feira (5) com a mesa de debate: “As políticas públicas para o acesso da pessoa com deficiência na tecnologia assistiva como forma de inclusão na educação e na vida social” e conta com apoio das entidades Apae, Apace, Apas e Auma.

 

Fotos: Liliana Crivello/IMED

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