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22/12/2021
Startups desenvolvidas por estudantes do RS conquistam desafio nacional

Por: Eduarda Perin

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Iniciativas de alunos da IMED conquistaram o primeiro, o segundo e o terceiro lugar do Global Challenge

 

A Fundação Wadhwani - organização sem fins lucrativos que promove ações de empreendedorismo, inovação e qualificação em mais de 20 países - divulgou nesta semana as quatro startups vencedoras do Global Challenge, desafio que reúne instituições de ensino de todo o País. 

Entre as quatro soluções que foram destaque no programa, três delas são da IMED - instituição de ensino superior gaúcha com campi em Passo Fundo, Porto Alegre e Ijuí. 

“Melhor Idade”, “Energy Clean” e “Wayzon” foram as soluções vencedoras, criadas por estudantes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Ciência da Computação, Engenharia Elétrica, Medicina Veterinária e Psicologia da instituição. 

O Global Challenge envolveu 640 estudantes brasileiros, que desenvolveram soluções para problemas reais no decorrer do primeiro semestre de 2021. Os alunos foram divididos em 149 grupos e, destes, 84 foram selecionados para a etapa final, onde as ideias eram avaliadas por jurados de todo o mundo, que analisavam o valor e potencial de mercado das iniciativas.

Ter três soluções entre as quatro melhores avaliadas é motivo de orgulho para o professor da IMED, Amilton Martins, que acompanhou os estudantes na jornada de ideação, desenvolvimento e prototipagem das soluções. “Tivemos a grata surpresa de ficar com o primeiro, o segundo e o terceiro lugar com os nossos projetos. Isso, é claro, se deve ao esforço dos nossos alunos e ao fato de estimularmos os estudantes, há bastante tempo, a criarem soluções para problemas reais usando a pesquisa, a tecnologia e o conhecimento de todas as áreas que a IMED atua”, destacou o docente, que é líder do InovaEdu - Laboratório de Ciência e Inovação para a Educação da Fundação IMED - e ministra a disciplina de Desafio do Empreendedorismo. 

A estudante de Medicina Veterinária, Tainá Riguez, membro da equipe que conquistou o primeiro lugar, fala sobre a metodologia do desafio e destaca o sentimento da equipe ao saber do resultado: “A cada aula, tínhamos um novo desafio. Iniciamos definindo a ideia, o público-alvo e o nicho de mercado e seguimos até, de fato, desenvolver o protótipo. Desde o início, nossa expectativa era alta, pois demos o nosso melhor em cada uma das etapas. Em meio à várias ideias com potencial de todo o Brasil, ganhamos. Quando chegou a notícia, a gente sentiu uma alegria muito grande e muita gratidão”, conta a estudante. 

A solução criada por Tainá e pelas estudantes Bianca Gomes e Kaoana de Souza, do curso de Medicina Veterinária, e Josiane Farias, do curso de Psicologia, é um aplicativo chamado “Melhor Idade”. Na ferramenta, idosos podem acessar contatos de emergência, monitoramento de medicações, lista telefônica com números de farmácias e mercados e álbum de fotos. Além de facilitar o acesso a informações e auxiliar em tarefas diárias, o aplicativo também busca promover o entretenimento e o acesso do público mais velho à tecnologia. 

“É um aplicativo simples, de fácil acesso, que auxilia em tarefas diárias de maneira lúdica e também promove entretenimento. Queremos que, no Melhor Idade, eles encontrem assuntos que gostem, envolvendo e permitindo que os idosos se sintam parte do universo tecnológico", disse. 

A solução para o público idoso apostou em um nicho de mercado pouco explorado, principalmente quando se trata de ferramentas ligadas à tecnologia, segundo as estudantes. 

Essa também foi a lógica pensada pelos alunos que conquistaram o segundo lugar. Dennys Gross e Jean Strapazzon, alunos do curso de Engenharia Elétrica, Daniel Goulart, do curso de Arquitetura e Urbanismo e William Pilotto, aluno da Medicina Veterinária, desenvolveram uma empresa especializada na parte de manutenção e limpeza de painéis fotovoltaicos. 

Segundo eles, a maior parte das empresas do ramo são voltadas à instalação, mas poucas oferecem os serviços de manutenção e limpeza, resultando em um nicho de mercado que atende uma necessidade e tem grande potencial de crescimento. “Validamos que, de fato, este negócio seria fundamental no mercado de energia elétrica fotovoltaica”, conta o estudante Jean Strapazzon. 

Para ele, o Global Challenge permitiu que o quarteto pudesse expandir os horizontes, focando em novos mercados, desenvolvendo o empreendedorismo e tirando ideias do papel. “É realmente uma conquista que, com certeza, será importante, independentemente de seguirmos ou não com a ideia de negócio. Ganhamos destaque, reconhecimento e certificação global”, destaca. 

“Tirar uma ideia do papel” também foi o que o estudante Matias Posser, do curso de Arquitetura, fez, literalmente. Membro da dupla que conquistou o terceiro lugar, o estudante já tinha a ideia estruturada, mas ainda não havia desenvolvido o plano de negócio e a validação, que são passos importantes para implementar a solução. “O sentimento é de muita satisfação, de poder aliar tecnologia e arquitetura, criar um negócio que eu sempre quis e ainda conquistar uma ótima posição em um desafio nacional. Muito gratificante”, disse ele.

A solução criada por Matias, juntamente com o estudante Felipe Veloso Galina, do curso de Ciência da Computação, é a Wayzon: uma plataforma online que hospeda empreendimentos imobiliários ainda em fase de incorporação, fraciona-os em cotas menores e possibilita a compra dessas cotas por investidores.

As três soluções que participaram do Global Challenge foram criadas a partir do Desafio do Empreendedorismo, disciplina ministrada pelo professor Amilton, onde alunos de diversos cursos são desafiados a desenvolver uma startup do zero, planejando e executando passos essenciais como ideação, análise de mercado e validação. 

A disciplina de Desafio do Empreendedorismo faz parte do IMED Challenge, um conjunto de disciplinas promovidas em todos os cursos da instituição e que desafiam os alunos no desenvolvimento de habilidades como criatividade, empreendedorismo e comunicação. 

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