Comunicação

Notícias

VOLTAR
07/01/2021
Saiba como a Arquitetura Bioclimática é o primeiro passo para o consumo zero de energia

Por: Eduarda Perin

() comentários

As edificações que buscam o consumo zero de energia, chamadas de Zero Energy Buildings (ZEB), se caracterizam por produzirem tanta ou mais energia do que consomem ao longo de um ano, tornando-se altamente eficientes do ponto de vista energético.

Com o aumento da eficiência energética são necessários menos recursos naturais para gerar energia, e, consequentemente, causam menores impactos negativos ao meio ambiente.

De acordo com o arquiteto e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela IMED, Marcos Vinicius de Lima, o consumo zero de energia pode ser alcançado em três passos:

  • Arquitetura Bioclimática;
  • Equipamentos Eficientes;
  • Geração de Energia.

A Arquitetura Bioclimática, também conhecida como Arquitetura Passiva, projeta edificações autossustentáveis no quesito energético, levando em consideração as características da cidade e do terreno em que a residência será construída, como a posição solar, a vegetação e o regime de ventos. O objetivo é minimizar os impactos ambientais e reduzir o consumo energético com soluções arquitetônicas.

“A Arquitetura Bioclimática tem a premissa de buscar o máximo de relação com o clima: aproveitar a água da chuva, a iluminação natural do sol, o vento para remover o calor… A ideia é possibilitar conforto térmico para reduzir ao máximo o consumo de energia elétrica”, comenta o egresso da IMED.

O segundo passo, para ele, se refere a equipamentos que usam menos recursos para proporcionar a mesma quantidade de energia útil, chamados de equipamentos eficientes no quesito energético. Ao substituir uma lâmpada incandescente por uma lâmpada de LED, ou buscar eletrodomésticos com selos de eficiência energética, é possível proporcionar economia na conta de eletricidade e acarretar menores impactos ao meio ambiente.

Após ter uma edificação inteligente no sentido arquitetônico e com equipamentos eficientes, a geração de energia é o terceiro passo para uma residência de consumo zero. A produção de energia deve ser oriunda de fontes renováveis e limpas, como energia solar, eólica e geotérmica, produzindo o que se consome de energia ou mais.

Consumo zero em habitações sociais
O egresso do Mestrado em Arquitetura e Urbanismo da IMED, Marcos Vinícius, pesquisou a possibilidade de consumo zero em habitações sociais, analisando conjuntos habitacionais de Passo Fundo. “A grande maioria das habitações sociais não leva em consideração o local para projetar e construir moradias. Como o Brasil é um país com grande déficit habitacional, os conjuntos levam em conta o menor custo financeiro, repetindo um padrão no país todo”, comenta.

Com seu estudo, o arquiteto concluiu que existe um grande potencial para que os conjuntos habitacionais se tornem mais eficientes energeticamente. Ele destaca que, mudando estratégias de Arquitetura, seria possível economizar cerca de 72% de energia, oportunizando 80 a 90% de conforto térmico nas habitações sociais. “É possível construir casas mais confortáveis e que consumam menos energia. Habitações que não olhem apenas para o valor da construção, mas também para o gasto energético”, afirma, acrescentando ainda que, seria viável, por exemplo, promover aquecimento de água solar, geração fotovoltaica e ter um olhar atento da arquitetura para as regionalidades e particularidades de cada local.

Mestrado em Arquitetura e Urbanismo
A Arquitetura Bioclimática e sua relação com o consumo zero de energia pode ser estudada no Mestrado em Arquitetura e Urbanismo da IMED. As inscrições estão abertas. Acesse pos.imed.edu.br

Galeria de Imagens
comentários sobre esta Notícia