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07/10/2021
Profissões na tecnologia, além do desenvolvimento

Por: Karen Vidaleti

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Product owner, product designer, UI e UX designer, carreira acadêmica… Conheça outras possibilidades de atuação na tecnologia

Você já deve ter ouvido que o mercado de tecnologia passa por um momento de amplo crescimento, mas talvez ainda não conheça as possibilidades além do desenvolvimento. Cada vez mais, as carreiras em tecnologia ocupam espaços estratégicos dentro dos negócios. Esse é o caso de posições como product owner (PO), product designer, UI e UX designer. A seguir, você vai conhecer mais sobre essas profissões, pelo ponto de vista de quem vive a sua realidade.

 

Product owner

 

Cientista da computação, Gabriela Cruz, product owner (em português, dono do produto), teve seu primeiro estágio em desenvolvimento na IBM e entrou na Globo, onde trabalha atualmente, também como estagiária para atuar na área de negócios. Quando descobriu que poderia identificar gaps que impactavam no dia a dia e buscar a solução para o problema de forma simples, sem investimentos financeiros e em curto espaço de tempo, logo entendeu que era aquilo que queria fazer na vida.

Para consolidar a carreira na posição, buscou mais conhecimento e certificações. Na visão dela, para se desenvolver no cargo é preciso ser empático, questionador, comunicativo e negociador, além de lidar bem com métricas. “Costumo dizer que PO é a pessoa mais apaixonada pelo produto. Quando você se torna PO, precisa ser o maior defensor dele e tem que trabalhar para que ele se desenvolva e evolua da melhor forma”, destaca. 

Colaborar também é essencial na profissão, pois PO não é gerente de projetos, nem de pessoas. “No (método) ágil, não existe hierarquia. Ele é líder do produto, não de pessoas, está todo mundo junto. O PO também não é responsável por aprovar entregas, o responsável é o time como um todo. Ele busca descobrir qual problema estamos tentando resolver e, para isso, levanta hipóteses. É responsável por definir a estratégia do produto, estudando mercado e definindo métricas, e busca a melhoria contínua”, esclarece.

 

Product designer, UI e UX designer

 

Formada em Design e com experiências na Defensoria Pública do Rio de Janeiro e na Bradesco Seguros, Júlia Carneiro é product designer na Globo. Na área, atua em conjunto com profissionais de UX design (design de experiência do usuário) e UI design (design de interface do usuário).

UX, segundo explica, trabalha focado em pesquisas, sendo responsável por descobrir quais as dores e necessidades do usuário. Já o UI designer materializa as necessidades dos usuários em interfaces agradáveis e fáceis de usar. Suas entregas são mais tangíveis, como protótipos de alta fidelidade. O product designer, por sua vez, atua em todo o ciclo de desenvolvimento, desde a pesquisa até a entrega e mensuração de resultados

“Brinco que a atuação do UX, UI e product design é um cabo de guerra com a atuação do PO, onde a gente vai levantar a bandeira do usuário e o PO vai levantar a bandeira do que é possível entregar no momento. Nesse cabo de guerra do bem, a gente sai com um produto mínimo viável, para já começar a metrificar o sucesso dele. Então, são papéis que se complementam bastante no dia a dia”, comenta.

O trabalho do product designer envolve descobrir 'dores', montar jornadas que possibilitam a todos visualizar onde se pode melhorar e como se pode tratar as dores dos usuários, escuta ativa e negociação com o time de tecnologia. “Nossas atividades podem ser entrevistas, testes de usabilidade, observação de uso de um sistema, desenhos e fluxos de jornada, protótipos de baixa e alta fidelidade. Tudo isso para gerar uma economia, diminuir riscos e custos.”

Soft skills para atuar como product designer:

- empatia para entender e se colocar no lugar do usuário

- gostar de pessoas e saber lidar com elas

- apaixonar-se pelo problema e não se apegar à solução

- ser curiosidade e questionador

- colaboração

 

Carreira acadêmica

 

Outra possibilidade de atuação em tecnologia está na área acadêmica. Docente da IMED, Thaísa Leal é cientista da computação e pesquisadora na área de Cidades Inteligentes e Sustentáveis. Com Mestrado em Microeletrônica e Doutorado em Engenharia Eletroeletrônica e Computadores, ela iniciou na pesquisa ainda na graduação, quando buscava uma fonte de renda para ajudar em casa. Hoje, diz que se encontrou nas salas de aula.

Thaísa leciona disciplinas como realidade virtual e aumentada, automação residencial, predial e urbana, programação em python, robótica aplicada, fundamentos de sistemas digitais e arquitetura computacional. Além de compartilhar conhecimento e orientar alunos em trabalhos de conclusão e dissertações, diz que poder aplicar nas cidades as soluções desenhadas em pesquisas é muito satisfatório.

Para quem deseja seguir a carreira acadêmica, aconselha a estudar inglês, idioma bastante necessário tanto para ler artigos quanto para interagir com outros pesquisadores. Também é interessante começar cedo, desde a graduação, entrando para um grupo de pesquisa, escrevendo artigos para congressos ou atuando como bolsista de iniciação científica voluntário. 

“Eu entrei na pesquisa científica para conseguir dinheiro para ajudar o pai a pagar meu aluguel em Pelotas (durante a graduação), mas não se preocupem se não souberem o que fazer quando terminar a faculdade, não precisa se desesperar. As oportunidades vão surgindo e a gente precisa ficar atento para fazer boas escolhas”, ressalta.

 

 

ESTE CONTEÚDO FOI PRODUZIDO A PARTIR DO TALK #TEUFUTURO DELAS. ASSISTA A LIVE NA ÍNTEGRA NO CANAL DA IMED NO YOUTUBE.

 

 

 

#TeuFuturo Delas 

 

O #TeuFuturo Delas é uma iniciativa vinculada à Fundação IMED, criada com o propósito de ajudar a aproximar mulheres da área de tecnologia, rumo a um cenário mais equitativo e diverso. 

Atualmente, apenas 15% dos estudantes de cursos de Ciência da Computação são mulheres, segundo a Sociedade Brasileira de Computação. Entre os profissionais que atuam no mercado de TI, 20% se identificam com o gênero feminino, de acordo com o IBGE. Dentre aquelas que optam por ingressar em cursos de Tecnologia da Informação, 79% desistem logo no primeiro ano. 

Para apoiar a transformação desse cenário, o programa oferece conteúdo, mentoria, rede de apoio e bolsas de estudos para formação inicial e para graduação no curso de Ciência da Computação. Siga o perfil @teufuturodelas no Instagram e fique por dentro das ações do programa.

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