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06/09/2019
Problema na mandíbula pode ser a causa de dor de cabeça, no pescoço e nos ouvidos

Por: Daniel Santos

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Maus hábitos, como apertar os dentes, roer unhas, morder objetos e mascar chicletes podem agravar a situação

 

Mais de 13% da população passo-fundesse sofre de Disfunção Temporomandibular, é o que aponta uma pesquisa inédita no Brasil realizada, nesse ano, pela professora Alexandra Silveira e outros pesquisadores da Faculdade de Odontologia da IMED.

 

Mas afinal, o que é Disfunção temporomandibular?

O problema afeta a musculatura mastigatória, as articulações da mandíbula (ATM) e algumas estruturas associadas, como ouvidos e pescoço.

 

Sintomas

O paciente pode sentir dor nos ouvidos, na face - tanto ao acordar como durante o dia, no pescoço e dores na cabeça. Outros sintomas que podem ocorrer são: desconforto ou dor quando mastiga, boceja, movimenta a mandíbula para os lados ou mesmo ao falar. Algumas pessoas também podem ter ruídos na ATM ao movimentar a boca.

 

Causas

Atualmente sabe-se que esta doença possui causas multidimensional. Sendo que fatores biomecânicos, biológicos, neuromusculares e psicossociais, podem contribuir tanto para predispor, iniciar ou perpetuar a doença. “Como fatores biomecânicos pode-se apontar as parafunções como o bruxismo do sono, apertamento de dentes durante o dia, roer unha, mascar objetos etc. Como causas biológicas pode-se ter desde doenças sistêmicas como artrites até alterações hormonais. Já dos fatores psicossociais, a ansiedade, depressão e o estresse foram os mais frequentemente descritos na literatura”, aponta a professora Alexandra Silveira.

 

Tratamento

A prevenção sempre é o melhor caminho. Ter hábitos saudáveis, como fazer exercícios físicos e alimentar-se de forma equilibrada podem prevenir a doença.  “Outra questão a ser eliminada são os maus hábitos, como apertar os dentes durante o dia, roer unhas ou morder objetos e mascar chicletes. Caso a pessoa ranja ou aperte os dentes quando está dormindo, deverá fazer dispositivos como placas oclusais para proteção dos dentes e das articulações. O dentista é o melhor profissional para avaliar e ajudar neste caso. Se a pessoa já apresentar sintomas como os citados anteriormente também deve procurar este profissional, pois em alguns casos o tratamento é bem mais complexo necessitando de outras áreas como fisioterapia”, explica a professora.

 

Os dados coletados serviram de base para a tese de doutorado (UNAERP-IMED) da professora Alexandra, defendido na segunda-feira (30).

 

A questão da DTM é tão séria, que na pesquisa realizada pela professora Alexandra ela impactou mais negativamente na qualidade de vida que algumas doenças sistêmicas, ou seja, pessoas com que possuem o probelma tem pior qualidade de vida que os diabéticos, portadores de osteoporose e artrite. Além de estar associada com uma pior saúde oral.

A pesquisa é uma parceria do  Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Odontologia da IMED (PPGO)  com o Doutorado Interstitucional  (DINTER - IMED)  e Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), além dos dados coletados serem utilizados na tese defendida pela professora Alexandra na segunda-feira (30), também serviu de base para a dissertação de mestrado da professora Luiza Dal Zot Von Meuse, orientada pela professora Graziela Oro Cericato

Os dados coletados no estudo serão encaminhados ao setor público para medidas e campanhas de prevenção.

 

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