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13/06/2022
Pesquisa traça as bases da Criminologia Midiática no Brasil

Por: Daniel Santos

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O estudo está disponível no livro Criminologia Midiática e Tecnopolítica, do professor de Direito, Felipe da Veiga Dias

A criminologia midiática, que é o meio onde propaga-se notícias sobre o crime e como as pessoas conhecem o delito, possui grande importância na atualidade devido aos avanços tecnológicos e ao mundo globalizado. Uma pesquisa desenvolvida pelo professor de Direito da IMED, Felipe da Veiga Dias, buscou traçar as bases da Criminologia Midiática no Brasil, utilizando da leitura das relações entre os estudos jurídico-criminais, criminológicos, comunicacionais e tecnológicos, para produzir o entendimento da produção midiática contemporânea sobre temas como a violência e o crime.

O estudo está disponível no livro Criminologia Midiática e Tecnopolítica, e apresenta os aspectos dos discursos utilizados pelos meios de comunicação a respeito das questões criminais, e da produção criminológico-midiática como um campo anticientífico, ou seja, que se contrapõe aos estudos e pesquisas empíricas do que se entende por criminologia acadêmica.

“O principal objetivo da pesquisa foi alcançado a partir da definição das principais transformações da criminologia definida pela própria mídia (criminologia midiática), enquanto um discurso ordinariamente contraposto ao campo científico, e que adota a proliferação da violência, a exploração do crime e a simplificação da realidade como padrão comunicativo Foi estabelecida uma leitura a partir das principais transformações e adaptações sofridas por esta linha criminológica, em virtude especialmente das novas tecnologias, o que inclui plataformas, redes sociais, fake news, e outros aspectos contemporâneos, tendo a apreciação tomado como base as relações de poder que circundam área e sua aplicação prática, mais detidamente no que se buscou definir como um regime tecnopolítico, no qual as relações entre pessoas e máquinas afeta diretamente o consumo do crime, violência e da comunicação destes temas”, explica professor Felipe.

Outro resultado alcançado foi a verificação de que a produção acadêmica no Brasil realizou avanços empíricos significativos para leitura da criminologia midiática no país, de modo que os recortes propostos no estudo têm a intenção e contribuir com um aprimoramento teórico que sirva a novas reflexões sobre a Criminologia, Mídia e Tecnologia no país.

“Acredito que o principal impacto se dá em duas direções, a primeira delas é no estabelecimento mais claro sobre o que significa trabalhar com a Criminologia Midiática e o que compõem as suas principais características, discursos e mecanismos para produção, ou seja, definir os marcos de produção do saber e que abalizam a compreensão popular acerca dos fenômenos criminais. O segundo está em propor de forma direta quais as alterações conceituais e empíricas precisam ser feitas para a adequada leitura do campo criminológico midiático na atualidade, de maneira que as modificações tecnológicas e as relações de poder apresentem a contemporaneidade como se encontra tal área de estudo, e ao mesmo tempo permita projetar os caminhos prováveis em que se direciona”, finaliza.

 

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