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02/07/2019
Pesquisa avalia eficiência de campanhas de incentivo à doação de órgãos e tecidos

Por: Eduarda Ricci Perin

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Estudo realizado na IMED analisa a criação de um ambiente favorável à doação através das campanhas de incentivo

 

A análise dos simbolismos presentes nos discursos publicitários das organizações que atuam com doação e transplante de órgãos e tecidos no Brasil faz parte de um estudo realizado na IMED pelo Programa de Pós-graduação em Administração.

A pesquisa, que analisou as campanhas recentes do Ministério da Saúde e de organizações sociais que atuam a favor da doação de órgãos e tecidos, foi publicada na Revista de Administração Pública, uma das principais revistas de Administração do Brasil.

O estudo analisa quais são os símbolos que o Sistema Nacional de Transplantes (STN) produz para a construção de um ambiente favorável à doação. A pesquisa também discute os princípios que estruturam a comunicação das campanhas, que estimulam o comportamento altruísta e procuram evitar o comportamento mercantil de órgãos e tecidos. No plano empírico, o estudo observa que os atores públicos e privados atuam na elaboração de símbolos capazes de estabelecer verdades subjetivas que estimulam a doação, em oposição ao comportamento mercantil.

De acordo com o professor Dr. Jandir Pauli, as principais implicações desta pesquisa estão no âmbito das políticas públicas. “Por meio do estudo é possível observar que as campanhas de incentivo têm buscado construir um ambiente favorável à doação reforçando os símbolos “morte” e “vida”. Contudo, esses símbolos confrontam uma realidade social de diminuição do espaço para se pensar a morte e sua relação com a vida”, destaca.

O estudo permitiu observar que a exploração de sentimentos alternativos à ideia de morte-vida e de doação como um gesto altruísta possibilitaria a construção de novas referências simbólicas para a doação de órgãos.

Para o professor, com os resultados da pesquisa, gestores públicos podem ter clareza sobre quais públicos (se o próprio potencial doador ou se a família dos potenciais doadores) e quais símbolos podem ser utilizados para estimular a ocorrência de doações de órgãos e tecidos. Além disso, a construção simbólica retratada neste trabalho também pode auxiliar os gestores públicos a compreender quais simbologias devem estar mais ligadas ao estímulo de um comportamento doador.

A pesquisa é realizada pelos professores Jandir Pauli, doutor em Sociologia e professor do Programa de Pós-graduação em Administração da IMED, Marlon Dalmoro, doutor em Administração e professor do Programa de Pós-graduação em Sistemas Ambientais Sustentáveis da Univates e Kenny Basso, doutor em Administração.

Confira o artigo na íntegra, clicando AQUI.

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