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21/02/2020
Pesquisa analisa desafios das mulheres que buscam crescer em cargos de gestão

Por: Eduarda Ricci Perin

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Estudo realizado pelo PPGA da IMED aponta o preconceito como uma das maiores barreiras que dificultam o crescimento das mulheres na gestão das organizações

Apesar dos avanços ocorridos nas últimas décadas em relação às mulheres que ocupam cargos gerenciais nas empresas, a discriminação, ainda que velada, é uma barreira à presença feminina nos negócios. Para entender este contexto, o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Administração (PPGA) da IMED realizou um estudo com colaboradores de uma instituição financeira brasileira com o objetivo de analisar as dificuldades enfrentadas pelas mulheres que buscam crescer em cargos de gestão.

De acordo com os pesquisadores – a professora do PPGA, Dra. Shalimar Gallon, as mestres em Administração, Gabriele Girardi e Andréia Eliane Neckel, e o mestrando Eberson Hoffmann – os resultados do estudo mostram que as mulheres precisam fazer muito mais que os homens para serem notadas no ambiente corporativo e que há menos mulheres do que homens nas reuniões, ambiente predominantemente masculino.

“Os cargos de gerente são dominados por homens e as mulheres costumam ficar em cargos de gerência média, mesmo que elas tenham as mesmas competências que os colegas. Além disso, o estudo mostra que as mulheres sofrem preconceito no trabalho, pois alguns colegas não se sentem à vontade com uma mulher no comando”, observam.

As barreiras que dificultam o crescimento das mulheres em cargos de gestão, segundo os pesquisadores, envolvem os preconceitos em relação à maternidade, pois muitas empresas e colegas ainda veem o período de licença como algo prejudicial para a organização. “A maternidade também é vista como um empecilho para o desenvolvimento da carreira pela conciliação das tarefas profissionais com os afazeres de casa, visto que os homens, geralmente, não dividem essas responsabilidades”, destacam.

Outro aspecto notado na pesquisa é que as mulheres ainda sofrem preconceitos machistas no ambiente de trabalho e que suas conquistas geralmente não são atreladas ao mérito. “Alguns colegas de trabalho, tanto os homens, quanto as mulheres, não percebem o preconceito, por estar tão enraizado na sociedade”, comentam os pesquisadores.

“O preconceito existe em todos os níveis da organização, mas é algo velado hoje em dia, você percebe comentários preconceituosos quando está num grupo menor”, disse uma das entrevistadas.

O estudo conclui que a posição de inferioridade em que a mulher é colocada é uma questão cultural, pois nota-se que as empresas ainda são dominadas por homens, além de terem sido criada por eles e para eles, como declarou uma entrevistada: “É um ambiente que traz tradicionalmente o homem nessas funções”, comentou.

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