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10/06/2019
Métodos e práticas de controle de qualidade nas edificações é foco de visitas técnicas

Por: Francine Tiecher

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Acadêmicos de Engenharia Civil observam in loco as relações entre a teoria e a prática construtiva

 

Com o intuito de coletar dados sobre os métodos e práticas de controle de qualidade nas diversas fases e diferentes formas de execução de sistemas construtivos, os acadêmicos do Curso de Engenharia Civil da IMED, participaram de visitas in loco de duas obras em Passo Fundo.

A atividade, que integra o cronograma da Disciplina de Controle de Qualidade nas Edificações, acompanhados pela professora Me. Marinês Silvani Novello, buscou gerar um ambiente de observação entre a teoria e a prática construtiva.

Na primeira obra, os estudantes puderam ter contato com execução de obra pública com estrutura de concreto armado para pilares e vigas e lajes pré-fabricadas de concreto alveolar e, na segunda obra, tiveram contato com a execução de acabamentos de alto padrão, aplicação de revestimentos de parede e piso, forros em gesso e pintura.

Nessas visitas, os alunos foram evidenciar e coletar dados através de fotos e anotações das práticas e formas que as equipes dos dois canteiros de obras executam e controlam a qualidade dos seus serviços. Verificaram-se as fases de recebimento de materiais, calibração de equipamentos, identificação/rastreabilidade e validade dos materiais, (lay-out, armazenamento e fluxos de  materiais e pessoas) dentro do canteiro de obras e , sistemas de segurança, sistemáticas de planejamento e controle dos materiais e prazos de entrega de obras, critérios adotados para garantir o atendimento as normas técnicas da construção e desempenho dos materiais para estruturas de concreto armado e acabamentos de obra, especificados em projeto e memorial descritivo durante a execução.

“Com as evidências de canteiro os alunos irão aplicar em sala de aula as ferramentas de qualidade para análise de causa raiz e tratativas de contenção e correção de falhas. Inicialmente farão em conjunto um brainstorming (tempestade de ideias), e na sequência utilizarão os métodos de diagrama de causa e efeito ou também chamado de espinha de peixe ou Ishikawa, sistemáticas de fluxogramas, método dos cinco porquês, incluindo-se paretos, histogramas para determinação das reais causas que ocasionam as falhas identificadas no canteiro e pela metodologia do PDCA com brainstorming serão condensadas ações para solucionar o problema baseado nos conceitos normativas da área de engenharia”, explica Marinês.

A entrega de trabalho será em modelo “A3”, ferramenta do Sistema Toyota de Produção/Lean Construction que resume o contexto do problema, as condições atuais encontradas em obra, os resultados desejados/objetivos e metas, a análise da causa raiz e o método e as propostas de resolução para atingimento dos objetivos.

 

Sobre o Sistema “A3”

A ferramenta “A3”é um modelo de apresentação para análises de falhas e atribuição de soluções para todo tipo de problema em qualquer fase de um projeto de engenharia. Pode ser na etapa de orçamento, projeto e cálculo, execução, planejamento, processo administrativo e de gerenciamento de obra, sistema de segurança no trabalho do canteiro, dentre outras.

É uma ferramenta muito desejada por empresas que desejam transformar seus processos tradicionais em “Sistemas Lean”, independente do ramo de atuação da construção civil de modo a otimizar consumos de materiais, mão de obra e equipamentos, o que consequentemente impacta em redução de custos, além de dar uma excelente visibilidade e destaque para a imagem da empresa perante o mercado de trabalho.

 

**Fotos: Marinês Novello

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