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08/10/2019
IMED debate contaminação do solo e de águas subterrâneas

Por: Eduarda Ricci Perin

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Segunda reunião anual da Vigilância Ambiental em Saúde divulgou resultados de pesquisas recentes do PPGARQ sobre a possível contaminação



A IMED sediou na quinta-feira (3) uma reunião que debateu a possível contaminação de águas subterrâneas e solos por cemitérios. A atividade foi promovida pela 6ª Coordenadoria Regional de Saúde, através da Vigilância Ambiental em Saúde (VAS), e reuniu mais de 100 servidores dos 62 municípios que abrangem a Coordenadoria.

No evento, as pesquisas sobre a possível contaminação, desenvolvidas pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGARQ) da IMED, foram compartilhadas pelos professores Dr. Henrique Kujawa e Dr. Alcindo Neckel.

O avanço populacional em volta dos cemitérios e a possível contaminação do solo e das águas subterrâneas por metais pesados foram os temas abordados pelos professores. De acordo com o professor Alcindo, que estuda o tema desde 2008, a contaminação por metais pesados, em algumas cidades, atinge um raio de 500 metros. Em Passo Fundo, cinco cemitérios são analisados.

Para ele, a principal solução para evitar novas contaminações é a verticalização dos cemitérios. “As pessoas apontam a cremação como solução, mas ela também representa contaminação. Cada 70 kg é equivalente a 1 kg de cinza. Se a pessoa fez radioterapia, por exemplo, a radiação permanece, só que concentrada”, exemplifica.

Além do tema da possível contaminação por metais pesados, o evento debateu a qualidade da água com uma palestra do engenheiro químico Samuel Butzge, vinculada ao Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua), os sinulídios com a palestra da Chefe da Divisão da Ambiental em Saúde, Lúcia Mardini, e o surgimento de novos vetores com a palestra da bióloga Anama Reche, da Vigilância Ambiental em Saúde.

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