Comunicação

Notícias

VOLTAR
10/07/2019
Grande parte dos casos de violência sexual em crianças não são notificados

Por: Francine Tiecher

() comentários

Estatística poderia ser maior se não fosse o desconhecimento ou omissão dos que deveriam exercer a proteção

 

O enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes é um tema amplamente debatido em diversas esferas da sociedade e que precisa ser olhado com mais atenção tanto no âmbito familiar, quanto na educação e no poder público.

Segundo dados do balanço de notificações colhidas pelo Disque 100, que é um canal brasileiro criado para relatar casos de violação de direitos humanos, entre 2012 e 2016, o Brasil somou cerca de 175 mil casos de exploração sexual de crianças e adolescentes. Isso representa uma média de quatro casos relatados por hora no país.

Possivelmente, tal número seja muito maior, tendo em vista que muitos casos não são notificados, seja por desconhecimento ou por omissão daqueles que deveriam exercer a proteção. 

Imagem de Alexas_Fotos por Pixabay

 

Dados alarmantes reforçam a necessidade de buscar formas de combate e prevenção a esse problema, uma vez que o Brasil está entre os primeiros no ranking internacional de casos que vitimam crianças e adolescentes.

Nesse sentido, a IMED possui um grupo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia, com foco em pesquisas sobre proteção e atendimento de crianças e adolescentes em situação de violação de direitos: o VIA-Redes (Violência, Infância, Adolescência e Atuação das Redes de Proteção e de atendimento).

“Contribuir para o enfrentamento das situações de violência contra crianças e adolescentes é o principal objetivo das pesquisas que realizamos no grupo de pesquisa VIA-Redes. Nossas pesquisas visam três principais eixos: Investigação das situações de violência contra crianças e adolescentes buscando entender como tais situações ocorrem; Exposição por meio da divulgação dos resultados de nossas pesquisas em diferentes contextos e; Mudança – buscando fornecer informações provenientes das pesquisas para o aperfeiçoamento das estratégias de enfrentamento das situações de violência contra crianças e adolescentes. Temos pesquisas desenvolvidas em diferentes serviços das redes de proteção e de atendimento, tais como conselho tutelar, delegacia especializada e estratégia saúde da família. Por meio de nossas pesquisas, já desenvolvemos um protótipo de um app de prevenção primária à violência sexual contra crianças e um checklist para facilitar a notificação de casos de violência ao Conselho Tutelar”, explica o Dr. Jean Von Hohendorff, Coordenador do VIA-Redes da IMED.

 

Mestrado em Psicologia

O Mestrado em Psicologia da IMED tem como objetivo contribuir com o avanço da psicologia como ciência e profissão, além de capacitar para o exercício da docência, da pesquisa e da gestão do ensino superior. Sua área de concentração permite a realização de pesquisas sobre o comportamento, que sejam ao mesmo tempo diferenciadas, qualificadas e específicas sem perder o potencial de diálogo com as outras ciências, levando em conta a complexidade do comportamento.

Pelo site pos.imed.edu.br é possível conhecer mais sobre o curso e realizar a inscrição até o dia 19 de julho.

 

Galeria de Imagens
comentários sobre esta Notícia