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08/03/2021
Gestão turbinada: o potencial feminino ativado na IMED

Por: Vilmarise Franceschi

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61% das posições de liderança são atualmente ocupadas por mulheres tanto em áreas administrativas como acadêmicas

O contexto que temos vivido desde o início de 2020 nunca esteve tão favorável para liderança feminina em toda a história. Habilidades como empatia, determinação e geração de relações mais afetivas tem sido as mais requisitadas, tanto para a condução dos negócios, como da vida pessoal, em meio às adversidades impostas pela pandemia. Na IMED, a presença feminina está acima da média mundial e em nível Brasil, desde o grupo de acionistas. São 4 mulheres entre os 7 sócios. Na alta gestão 33% de mulheres e na instituição como um todo, 61% das posições de liderança são ocupadas por mulheres.

 “Empoderar as mulheres impulsiona economias mais prósperas, estimulando a produtividade e o crescimento”, afirma Leilane Grubba, doutora em Direito, professora do mestrado da IMED e estudiosa dos temas ligados à igualdade de gênero. Segundo ela, um dos grandes diferenciais que se pode afirmar é o avanço do que se refere à desigualdade de gênero, seja no âmbito empresarial, educacional e científico. “Enquanto os relatórios de desenvolvimento humano, a nível mundial, ainda apontam um fosso na posição de cargos gerenciais e de liderança de mulheres, a IMED consegue romper com essa desigualdade dentro das suas práticas institucionais, e isso significa um enorme avanço em termos de Brasil e de mundo.

Na visão do presidente da instituição, Eduardo Capellari, a presença das mulheres é algo natural e ocupam posições estratégicas em função da capacidade que cada uma tem. “Eu nunca olhei se uma determinada posição dentro da empresa vai ser ocupada por um homem ou uma mulher. No meu modelo mental isso não prévio. Sempre confiei muito nas mulheres,” afirma.

Existem formas de liderança diferentes entre mulheres e homens, na visão de Capellari. “As mulheres exercem influência e os homens, mando, controle. Nas discussões sobre o modelo de liderança adequado para o século 21, se fala cada vez mais em influência, inspiração e menos em controle. Na prática o modelo de liderança que a maior parte das as mulheres exercem, acaba sendo talvez o modelo que vai servir de referência pra todos, inclusive para os homens. Se eles não mudarem o comportamento para um nível de inspiração, vão perder espaço,” completa.

“O respeito à diversidade de gênero traz equilíbrio e experiências enriquecedoras para o dia a dia das organizações, diz a vice-presidente administrativo-financeira”, Marilú Benincá de David. “As mulheres costumam dar muita importância para o crescimento profissional e lutam para sua independência financeira, por melhores resultados e por qualidade de vida. São persistentes, focadas e se desafiam para mudanças e novos aprendizados. E o negócio ganha com isso. Percebo que as mulheres aprimoram a performance das organizações: são engajadas, integram e sistematizam os detalhes da gestão, têm vontade de aprender e se preparar cada vez mais, gerenciam bem o tempo e contribuem no desenvolvimento integral das pessoas. Desejo que cada vez mais mulheres possam almejar e assumir cargos diversos,” completa.

 

269 mulheres trabalham na IMED

 

Atualmente na Presidência da fundação IMED e Direção do HUB de inovação, Márcia Capellari é uma das grandes incentivadoras do empoderamento feminino. “ A sociedade foi cansando dessa discussão machista. A mulher possui características que são hoje aspectos novos e exigidos na liderança, as tais “softs skills”, que todo mundo fala. Ela sabe ouvir mais, percebe melhor as oportunidades, é sensitiva, é capaz de congregar, de se aproximar. Essas habilidades que o mercado menciona quando fala que a pessoa precisa ter outras competências, outro repertório que não tinha antes como líder, isso tudo a mulher sempre teve.

Hoje estou na Presidência da Fundacão Imed e na diretoria do hub, conduzindo uma Aliança empresarial norte RS com empresários fortes. Sempre que sinto medo ou frio na barriga, me lembro de frases marcantes de dois empresários da Aliança: Márcia, você tem que tocar isso ai! Vamos menina! Sem medo! Assume; ou ainda: Aqui eu vejo a Márcia profissional. Conte comigo!"

 

A Realidade do Brasil e do mundo

Os dados do IBGE de 2017 apontam, quanto ao gênero e cargos de liderança, que as mulheres ocupam 31,3% de cargos gerenciais e os homens 68,7%. Já em cargos que envolvem a presidência ou direção, a diferença é maior, os homens equivalem a 86,4% e as mulheres a 13,6%. Nos últimos anos no Brasil e em outros países, os dados vêm mostrando que a atuação de mulheres nas empresas só tem aumentado, principalmente em cargos de liderança.

O Peterson Institute for International Economics, uma instituição sem fins lucrativos, em parceria com a Ernst & Young (EY), uma das maiores empresas de serviços profissionais do mundo, pesquisou 21.980 empresas em 91 países e concluiu que a presença das mulheres na liderança de uma corporação pode melhorar o desempenho da empresa. A pesquisa mostra que um aumento de 0 a 30% de mulheres em cargos de liderança associa-se a um aumento de 15% da lucratividade. Por outro lado, as mulheres desenvolvem competências que são características favoráveis aos líderes, e são tão eficientes quanto os homens para assumir postos estratégicos e que requerem responsabilidade dentro das organizações.

Ângela Alberici, coordenadora de infraestrutura, que é líder e é liderada pela vice-presidente administrativa, percebe que há oportunidades para que as mulheres ocupem lugares de destaque. ”Na IMED temos muitas oportunidades e me sinto confortável com isso. Mas ainda é possível ver olhares de desconfiança quando nos encontramos com pessoas de outras instituições e de outros locais, e nos apresentamos como líderes. As pessoas se surpreendem. Pro futuro vejo que as portas estão abertas e as mulheres tem um papel fundamental como líderes.” 

Caroline Calice da Silva, Diretora de Pós-graduação Stricto Sensu da IMED diz que ainda é muito forte a predominância masculina em cargos executivos. Mas felizmente essa não é a realidade da IMED. “Temos uma equidade em termos de oportunidade e valorização salarial. Eu consigo aliar os meus valores pessoais, o que aprendi na infância numa família de mulheres fortes, aos valores da instituição e isso é muito importante pra mim”.

 

 

A coordenadora do curso de engenharia civil da IMED, Jéssica Novaes, diz acreditar que qualquer profissional é capaz de realizar suas atividades. “ Mas é emblemático ter uma mulher no curso de engenharia como coordenadora. Eu percebo pelas alunas, a referência, a possibilidade de acreditar que nós podemos assumir os cargos de gestão, podemos liderar e sim, somos capazes.”

Cristiane Rigotti, ocupa na IMED uma posição geralmente ocupada por homens em empresas mais conservadoras. Ela coordena a área financeira e tem uma enorme responsabilidade. “Na Imed tive a oportunidade de crescer como profissional e como pessoa. Em 2021, faz 10 anos que faço parte desse time. Entrei como assistente e nesse tempo fui desafiada, por várias vezes, a me desenvolver e hoje atuo em um cargo de gestão. Todas as nossas escolhas exigem de nós esforço. Hoje sinto orgulho do caminho que trilhei, da pessoa que tornei”, reforça.

Na gestão de pessoas, Caroline Decézaro conduz grande parte dos processos seletivos e é responsável pelas políticas de pessoas na IMED. “ Somos a maioria na instituição em cargos de gestão, docentes, especialistas nas mais diversas posições. Aprendemos diariamente a nos posicionar e reposicionar diante de tantos enfrentamentos e decisões a serem tomadas. A sensibilidade que faz parte do perfil feminino é um ingrediente necessário ao ambiente corporativo.”

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“Tenho hoje outras mulheres na Imed que me inspiram, apoiam e constroem projetos somando competências. Talvez muito da força da Imed também se justifique por essa capacidade de uma mulher fortalecer a outra.” Márcia Capellari- Presidente Fund. IMED e Diretora Hub de Inovação.

 

Vilmarise Franceschi | Gerente de Comunicação IMED

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