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21/05/2021
Fui mal no Enem. E agora?

Por: Lisiane Dias e Marcelo Barbosa

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Quem não obtém um bom desempenho no Enem deve planejar a retomada da preparação e não se deixar abater para buscar recuperação em uma nova prova

 

Em condições normais, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já é um desafio considerável para os estudantes. A pressão de obter um bom resultado na avaliação que vai definir o seu futuro acadêmico pode ser um obstáculo extra para quem busca no exame uma vaga na universidade.

A edição de 2020 do Enem, realizada em meio a uma pandemia do Coronavírus, com adiamentos, incertezas sobre a forma de aplicação e uma inédita versão digital, foi ainda mais desafiadora, e  muitos estudantes não obtiveram o desempenho esperado.

Mas o que fazer para melhorar o seu desempenho no Enem? Como reverter os efeitos de um resultado não tão bom nesta etapa da sua jornada acadêmica e conquistar a vaga desejada? Conversamos com alguns estudantes e especialistas na preparação de candidatos para auxiliar na revisão das estratégias e na retomada do desempenho positivo.

 

Compreenda o ENEM

Muitas vezes, o estudante não obtém um resultado satisfatório no Enem pela forma como encara o exame. Entender que se trata de uma prova diferente de outros concursos com o vestibular, por exemplo, é um ponto importante para se obter sucesso na avaliação. 

Segundo Enio Kaufmann, membro da direção de ensino do curso Unificado, quem encara o Enem de forma semelhante ao vestibular, pode não acertar a mão no exame. Com mais de 40 anos de experiência na preparação de estudantes para ambas as provas, Kaufmann pontua uma diferença importante entre elas:

“O vestibular cobra conhecimento. O Enem cobra outra coisa. É um exame que cobra do candidato capacidade de relacionar as coisas. Você tem que entender o fenômeno físico e não simplesmente decorar as fórmulas”, explica.

Segue na mesma linha a orientação de Francis Madeira, coordenador pedagógico do curso  Fleming, especializado na preparação de quem busca vaga em Faculdades de Medicina. Segundo ele, é normal que os alunos habituados a um ensino mais tradicional tenham dificuldades de compreender a prova do Enem em uma perspectiva mais ampla.

“Digamos que uma boa preparação passa pelo entendimento do assunto e de sua aplicação concreta. A curiosidade e a leitura de fontes variadas de informação auxiliam nesse processo e devem fazer parte da rotina de quem se prepara”, orienta.

 

Mais qualidade do que quantidade

O conhecimento formal que se obtém nos livros didáticos é importante, mas o saber não aplicável não se transforma em habilidade ou em competência. Para isso, segundo Madeira, é fundamental que estabelecer relações entre fatos, assistir a filmes, ler jornais e revistas e pesquisar a aplicação prática do que se está aprendendo esteja na rotina da preparação. “A melhor forma do aluno se motivar para a prova é ter a noção do que ela espera dele e de como ele pode melhorar a qualidade do estudo, sem se focar na quantidade”, explica.

 

Considere a evolução

Também é importante que o estudante analise uma nota insuficiente no Enem considerando a sua evolução em comparação com exames anteriores. Alguns alunos iniciam a preparação com desempenho distante das médias necessárias, mas atingem um significativo crescimento, embora não o suficiente para a vaga desejada. “Nestes casos, o bom resultado deve ser considerado e o entendimento de que, se continuar assim, estará no caminho para alcançar a aprovação”, orienta Adelar Comin, responsável pela unidade do curso Fleming de Curitiba.

 

5 dicas práticas para melhorar seu desempenho no Enem:

Além de mergulhar nos livros e apostilas, algumas estratégias podem ajudar a obter um melhor resultado no Enem:

 

1. Mantenha-se atualizado. Leia sobre os assuntos do momento e sobre a realidade do país;

2. Faça provas anteriores do Enem;

3. Na hora do exame, divida a prova por etapas, dividindo-a em pequenos grupos de questões. Só inicie um novo grupo depois de terminar o anterior;

4. Cuide da sua saúde, se alimentando bem e reservando um tempo para atividades físicas;

5. Tente entender seus pais. Eles querem ajudar e não pressionar.

 

Foco nos exames anteriores

Refazer provas anteriores e debruçar-se sobre cada erro cometido é a estratégia do estudante Thiago Portalupi Mattana, de 18 anos, para turbinar o seu desempenho. O desafio não é pequeno. Sua meta para o próximo Enem é atingir os 800 pontos para garantir vaga no curso de Medicina. 

Foi resolvendo questões de exames anteriores que Thiago viu seu desempenho evoluir na última edição. Seu resultado passou de 740 pontos na em 2019 para 772 pontos em 2020. 

Natural de Serafina Correa, Thiago é aluno do curso Fleming de Passo Fundo, e dedica, em média, 13 horas do seu dia aos estudos. Nos finais de semana, intensifica a resolução de questões, pois sabe o tamanho do desafio. “Para Medicina a nota de corte é sempre alta, quem não se adapta à rotina de estudos, não consegue vaga”, afirma.

 

Foi resolvendo questões de exames anteriores que Thiago viu seu desempenho evoluir na última edição.

 

Acumulando experiência prática

Apesar de ainda não ter concluído o ensino médio, Isadora Sason da Silva, 17 anos, de Porto alegre, já tem experiência no Enem. Na próxima edição deverá realizar o exame pela terceira vez. Em busca de uma vaga na faculdade de Farmácia, Isadora aposta que conhecer a dinâmica da prova é essencial para garantir uma boa preparação.

“Acho muito importante conhecer o Enem na prática. Apenas com resolução de questões você não sabe como é o momento de fazer a prova”, explica.

Aluna do terceiro ano do Unificado, Isadora assiste às aulas no colégio no turno da manhã e segue nas aulas preparatórias até as 15 horas. Em casa, são pelo menos mais 3 horas de estudos por dia, seguindo um diagrama de metas previamente estabelecido. Nos finais de semana, o ritmo é menor e os estudos são focados em praticar Redação.

“Descansar a cabeça e ter um tempo para si próprio também faz parte da preparação”, afirma.

 

Aluna do terceiro ano do Unificado, Isadora assiste às aulas no colégio no turno da manhã e segue nas aulas preparatórias até as 15 horas


 

SERVIÇO ENEM 2021:

Quem pode fazer o ENEM: Qualquer pessoa que concluiu o ensino médio pode participar do exame, bem como os estudantes que estão prestes a concluí-lo.

Data de inscrição: ainda não divulgada

Data das provas: ainda não divulgada

Até agora, o INEP divulgou apenas o edital com:

- Justificativa de ausência na edição de 2020.

- Solicitação de isenção da taxa de inscrição para a edição 2021.

 

Prazos para justificar ausência 2020 e pedir isenção do Enem 2021:

17 a 28 de maio: período para justificar ausência na edição anterior e pedir isenção da taxa de 2021.

9 de junho: divulgação do resultado preliminar das solicitações. 

14 a 18 de junho: período para apresentação de recursos.

25 de junho: resultado final com os pedidos aceitos.

 

Para solicitar:

É preciso acessar a Página do Participante do Enem e seguir as instruções. 

 

Casos em que são aceitas as justificativas de ausência:

Assalto ou furto

Acidente de trânsito

Casamento/união estável

Morte na família

Maternidade

Acompanhamento de cônjuge ou companheiro

Privação de liberdade

Emergência médica ou odontológica 

Trabalho

Intercâmbio acadêmico

Atividade curricular


 

SERVIÇO PROUNI 2021:

Informações: www.prouniportal.mec.gov.br

 

Para concorrer: 

- Ser ou ter sido aluno de escola pública no EM ou bolsista de escola particular. 

- Ter realizado a última edição do Enem.

- Ter atingido nota mínima de 450 pontos.

- Não ter tirado zero na redação.

- Ser professor de escola pública: estar no exercício do magistério (quadro permanente da instituição), ter realizado a última edição do Enem e ter atingido pontuação a mínima exigida. Não é necessária a comprovação de renda.

- Pessoas com deficiência: apresentar os documentos de comprovação, junto com os demais comprovantes pessoais e do perfil socioeconômico na ocasião da matrícula.

 

Critérios socioeconômicos para participar (além dos requisitos acima):

- Bolsa integral (100%): renda familiar por pessoa de até 1 salário-mínimo e meio

- Bolsa parcial 50%: renda familiar por pessoa de até 3 salários-mínimos

- Vagas para cotistas: cálculo da renda familiar por pessoa: soma da renda bruta dos componentes do grupo familiar dividida pelo número de pessoas que formam este grupo.

 

 

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