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17/06/2020
Entenda por que a inovação traduz o passado, o presente e o futuro da saúde

Por: Francine Tiecher

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A busca por conhecimento e soluções que resolvam os problemas da sociedade está na essência do trabalho de pesquisadores e profissionais de saúde, que agora lidam com a aceleração da transformação digital

 

As inovações no campo da saúde sempre foram uma realidade em todas as esferas do segmento, e sempre representaram o avanço da ciência e o cuidado com a vida.

Alguém se encorajou a aplicar conhecimentos prévios e transplantar órgãos. Alguém se encorajou a submeter um paciente a uma circulação extracorpórea. Outro cientista descobriu que amamentar fazia toda a diferença para o futuro e desenvolvimento das crianças. Outro ainda desvendou que uma mistura de água, sal e açúcar reduziria drasticamente a mortalidade infantil.

“As inovações na saúde estão mudando muito o cenário da prática médica. Entre elas, em termo de diagnóstico, o acesso às informações através do DNA, do genoma. Isso se tornou muito mais fácil e se consegue ter muita precisão, a um custo mais baixo nesse tipo de exame, para diagnosticar algumas doenças, deixando algumas terapias muito mais objetivas. Em relação aos tratamentos, a gente vê inovações muito importantes e que tem feito mudanças significativas na vida dos pacientes, como por exemplo as terapias moleculares em oncologia, em que a gente tem terapias alvo, específicas para determinados tipos de câncer, que vem mudando muito essa perspectiva de curabilidade dos pacientes”, exemplifica o médico cirurgião do Aparelho Digestivo e Coordenador do Internato Médico da IMED, Lucas Schimitz.

Com a pandemia mundial causada pelo COVID-19, muitas das práticas tradicionais tiveram que ser adaptadas e vivemos hoje uma nova realidade nos sistemas de saúde. “Também, o cenário atual do COVID, foi algo que estimulou muito as pessoas a desenvolverem inovações. A própria exigência de uma busca de solução por falta de EPI, por maior segurança, fez com que muitas pessoas buscassem essas inovações, e hoje a gente vê vários exemplos aí, produções quase que caseiras com impressão 3D, de sistemas de proteção, para médicos e enfermeiros no atendimento desse tipo de paciente. Laringoscópios, que são equipamentos com imagem, que a gente consegue fazer uma intubação mais rápida nesse tipo de paciente, para evitar contaminação, desenvolvimento de respiradores, hoje a gente vê em vários pontos do Brasil, grupos tentando desenvolver soluções rápidas e simples para uma eventual sobrecarga do serviço de saúde”, destaca o médico.

Lucas também destaca que a robótica é a grande estrela da área da cirurgia, que ainda, de certa forma, é inacessível em muito centros, mas que vem crescendo e ganhando espaço de forma gradual, modificando muito a forma de operar pacientes. “Hoje você tem cirurgiões operando num console, e o paciente a distância, com um robô, fazendo os movimentos nas sujas cavidades e fazendo as terapias cirúrgicas necessárias”, conta.

 

Desafios da inovação na área médica

Entre essas inovações, principalmente as que estão sendo desenvolvidas fora da época do COVID, o maior desafio é realmente torná-las mais acessíveis à população, proporcionando a distribuição não só da tecnologia, mas também facilitar o acesso aos processos, e ainda facilitar a acessibilidade a todas as Instituições de Saúde.

“Outra situação, que eu acho que o COVID também deu um impulso muito grande, foi a própria telemedicina, inclusive a IMED junto com o HC, desenvolvemos sistemas de matriciamento e de atendimento virtual a pacientes com dúvidas, tanto em Passo Fundo, como em toda a região, restamos muita assistência a milhares de pacientes que foram atendidos dessa forma. Então, isso com certeza, trouxe impulso para ferramentas que não eram tão utilizadas e que a gente vê que tem um espaço na área médica, e que com certeza, traz benefícios a muitos pacientes, especialmente àqueles pacientes que moram em regiões mais distantes de grandes centros de saúde e que hoje, através da telemedicina, com o próprio celular, conseguem ter informações e orientações, apesar de o exame clínico ser fundamental. Porém, muitas vezes, uma pequena orientação a uma pessoa que está distante desses centros, ela já vale muito no cuidado da sua saúde. Então, eu acho que o maior desafio de tudo isso, depois que passar a questão do COVID, e que já estamos em uma situação mais favorável se comparado às últimas semanas, a tendência é a gente começar a melhorar nossos índices de diagnóstico e mortalidade dos pacientes com COVID, e tentar trazer as coisas para a normalidade novamente”, pontua o cirurgião do aparelho digestivo.

 

Webinar “Inovação na Saúde: Onde estamos e para onde vamos?”

De tecnologias leves e duras, já temos certeza que o futuro do profissional médico será de implantação eficaz, efetiva e eficiente das novas tecnologias. O COVID19 pode ser o impulso que faltava? Como será o trabalho da saúde quanto tudo isso passar?

Esses e outros temas estarão em pauta na próxima quinta-feira (18/06), durante o webinar “Inovação na Saúde: Onde estamos e para onde vamos?”, promovido pela IMED, por meio do seu Curso de Medicina.

“A área da saúde sempre teve muita inovação. Esse é um evento para trocar ideias, fazer contatos, para que possamos desenvolver a nível regional, junto da IMED e do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, o nosso próprio Hub de Inovação. Pra nós, é o grande intuito do momento. Estamos tentando buscar fechar essas parcerias, envolvendo não só alunos e professores, mas também médicos dentro desse novo cenário: encaixar todos esses stakeholders nos movimentos de inovação da área da saúde, que normalmente ficam restritos a grandes centros. Passo Fundo é uma cidade polo em saúde, e não pode ficar fora desses movimentos de inovação. Então tudo isso é muito bem-vindo”, comenta Lucas, que será um dos mediadores do webinar.

Com início às 19h pela plataforma Zoom, e retransmitido simultaneamente no Canal da IMED no YouTube, o evento vai reunir grandes nomes do cenário da inovação médica, como José Claudio Cyrineu Terra (Diretor de Inovação e Transformação Digital do Hospital Israelita Albert Einstein), Janete Vaz (Cofundadora e Vice-Presidente do Grupo Sabin, um dos maiores players de medicina diagnóstica do País), Fábio Leite Gastal (Superintendente de Informação, Inovação e Novos Negócios da Seguros Unimed), Éder Sócrates Najar Lopes (professor na Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP), e Luciney Bohrer (Administrador do Hospital de Clínicas de Passo Fundo).

A mediação ficará por conta da Gestora do Hub de Inovação da IMED, Márcia Capellari, do Médico Cirurgião do Aparelho Digestivo e Coordenador do Internato Médico IMED, Lucas Schimitz e do Editor de Opinião do Grupo RBS, colunista e comentarista de GauchaZH e RBS TV, Tulio Milman.

O Coordenador do Curso de Medicina da IMED, Luiz Artur Rosa Filho destaca que a inovação na saúde sempre aconteceu. “Imaginem alguém juntando um monte de conhecimentos prévios, treinando em animais e um dia trocando um coração por outro. A questão é que isso é muito freado pelos costumes, por interesses pontuais e, às vezes, lá se vão dez, quinze anos. Isso acontece em todas as profissões. Quando ocorre um tsunami, como o que estamos a verificar, parece que o alinhamento de oferta e necessidade valida novas intervenções, mas não todas. Então nos perguntamos: o que vem por ai?”

Algumas reflexões como esta estarão em pauta durante o evento online, basta CLICAR AQUI e inscrever-se de forma gratuita.

 

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