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21/05/2020
Engenheiros e arquitetos na pandemia: é preciso estar sempre preparado para a mudança

Por: Karen Vidaleti

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O antes, o agora e o depois na rotina de profissionais da área foi debatido em evento online, organizado pela IMED

Quebra de paradigmas, relações líquidas, mais autonomia, valorização da habitação própria… As ações e atitudes que antecederam a pandemia, as principais transformações e as tendências emergentes para o mundo da arquitetura, engenharia e construção estiveram no centro do webinar “Engenheiros e Arquitetos – Sobrevivendo na pandemia”, promovido pela IMED, na noite desta quinta-feira (21). Durante o encontro online, a arquiteta Luciana Fonseca, professora, coordenadora do Centro de Criatividade Aplicada da IMED e cofundadora da Escola Livre de Arquitetura (ela), e a engenheira Elvira Lantelme, professora do PPGEC IMED e Capácitas, conduziram um bate-papo no qual os convidados compartilharam suas percepções sobre o antes, o agora e o depois.

CEO do Tecza, sócio da Campestrini Inovação e criador Vale do Pinhão - Ecossistema de Inovação de Curitiba -, Tiago Campestrini contou que a quebra de paradigmas já era uma constante no seu dia a dia, mesmo antes da pandemia. Foi assim quando a Campestrini decidiu romper o modelo de desenvolvimento de projeto, em 2014, e também com a criação da startup, em 2016. Para ele, a capacidade de absorver a mudança é a principal maior vantagem competitiva de uma empresa. “Fica a dica: comece a colocar tudo em xeque. Quando veio o corona, a gente se apavorou. Tínhamos que validar uma estratégia em um ambiente que você não tem certeza, então, sentimos um pouco. Mas, sim, a gente parou e olhou para dentro. Foi preciso usar a nossa habilidade em pôr a culpa para dentro, porque a solução está dentro. Você precisa acompanhar e entender o que é externo, para buscar a solução dentro”, comentou.

A convidada Manoela Peruzzo, arquiteta associada ao escritório OSPA, que conta com 45 colaboradores e sedes em Porto Alegre, São Paulo e Xangai, relatou que ela e os colegas obviamente não estavam se preparando para uma pandemia, mas para mudanças. “Na empresa, sempre tivemos uma visão muito focada no resultado e não tanto na ferramenta. Temos a nossa própria maneira de trabalhar, a gente sempre foi muito livre, os colaboradores sempre tiveram muita autonomia. Então, as coisas foram acontecendo muito naturalmente e isso tem nos ajudado a tocar os projetos nesse momento. Esse é um ponto muito importante: a gente já estava acostumado a ficar fora da zona de conforto”, observou.

Para o arquiteto Lucas Obino, cofundador da OSPA, fundador da plataforma de crowdfunding imobiliário Urbe.Me e vice-presidente da Associação Brasileira de Escritório de Arquitetura RS (ASBEA-RS), muitos dos novos conceitos e processos que os profissionais lidam agora já se apresentavam anteriormente em transição e foram acelerados pela pandemia. “A gente vive, pela primeira vez em décadas, uma instabilidade de guerra e, com isso, muita gente vai começar a ver o imóvel como um porto seguro, quando tudo começar a dar errado. No curto prazo, talvez a gente veja uma desaceleração nessa tendência da economia do acesso. Mas aquela percepção de que antes a gente precisava ter uma localização para estar perto, talvez, isso seja a maior das reversões. A possibilidade de trabalhar em qualquer lugar e morar distante do trabalho, na praia, na serra, talvez se torne comum. Depois, outra coisa que estamos estruturando dentro do trabalho são as relações, cada vez mais líquidas”, pontuou.

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