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17/04/2019
Educação é premissa para a inovação, concluem debatedores da FutureGov na IMED

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Encontro realizado na noite desta terça-feira, 16, em Porto Alegre, marcou o lançamento do Centro de Inovação e Governança em Políticas Públicas

Inovação não existe sem educação. A conclusão permeou todas as reflexões do primeiro de uma série de encontros que ocorrerão durante o ano, com o objetivo dedebater soluções inovadoras e tecnológicas, contribuindo com a construção de resultados criativos, inteligentes e colaborativos para o enfrentamento de problemas concretos que afetam a cidadania gaúcha e brasileira. O debate integra as FutureGov – Conferences, iniciativa do recém-lançado Centro de Inovação e Governança em Políticas Públicas. Na noite desta terça-feira, 16,a atividade, que teve como tema “Por que somos tão bons em formação de recursos humanos e estamos perdendo a corrida tecnológica e inovadora?” reuniu diversas autoridades e stakeholders, no campus da IMED Porto Alegre.

Participaram como painelistas, o secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul,Luís da Cunha Lamb, o superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS, Jorge Luis Nicolas Audy, e a CEO do Tecnosinos e Diretora de Inovação, Suzana Kakuta. O bate-papo foi intermediado pelo jornalista Túlio Milmann.

Os três painelistas foram unânimes ao realizarem suas reflexões a respeito da inovação, concordando que para ser inovador é preciso investir em educação. De acordo com Audy, apenas 15% dos jovens entre 18 e 25 anos estão na universidade. “Isso é menos da metade do índice de países como Uruguai, Argentina e Chile, por exemplo. Como seremos inovadores com esse índice? Inovação é consequência da educação. Precisamos de um ‘choque brutal’ em termos de educação. É fundamental termos visão de futuro e lideranças que tomem decisões estratégicas”, ressaltou.

Para Susana, há capital humano, mas existem muitos fatores inibidores para a criação de um ecossistema de inovação sob a indução do Estado. “Enquanto não proporcionarmos o ambiente adequado para que nossos estudantes permaneçam aqui, não vamos vencer a corrida tecnológica. Estamos muito atrasados, pois é alarmante que uma criança chegue à terceira série sem saber ler. É como se fosse uma geração perdida”, comentou.

Em sua reflexão, Lamb trouxe importantes dados sobre as mudanças geradas pela inovação no mercado. “As empresas de tecnologia valorizam-se cada vez mais todos os anos. Já companhias de petróleo, por exemplo, têm o mesmo valor há anos”, destacou. “Ouro, petróleo e metais não vão sustentar o Brasil. Temos que priorizar a educação como base para a inovação. E isso não é uma escolha, é nossa única opção”, acrescentou.

Ao longo de 2019, mais cinco conferências serão realizadas. Os encontros tratarão de políticas públicas de educação, saúde, segurança, desenvolvimento social, de estímulo ao empreendedorismo e à inovação, reforçando os valores éticos e morais, o engajamento cívico, a responsabilidade social e formando novos líderes e lideranças locais, regionais, nacionais e globais. “Queremos propor mudanças para a sociedade. Olhamos o futuro, movimentando o presente. Buscamos múltiplos ângulos em um diálogo franco e aberto”, defendeu o vice-presidente acadêmico da IMED, William Zanella.

Sobre o FutureGov - Centro de Inovação e Governança em Políticas Públicas - IMED

O Centro pretende unir a inteligência de pesquisadores, consultores e policy makers renomados no campo das políticas públicas em geral e das de segurança pública e justiça criminal, em particular. Com o apoio tanto da iniciativa privada e de organismos internacionais quanto do setor público, a ideia é potencializar o desenvolvimento de curadorias técnico-científicas, voltadas a soluções inovadoras, criativas e inteligentes, com o emprego de tecnologias e das melhores práticas nacionais e internacionais de políticas públicas. O centro é coordenado por Eduardo Pazinato, advogado, mestre em Direito, doutorando em Políticas Públicas e analista de programa do Escritório Regional das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O engenheiro civil Adão Villaverde, mestre em Estruturas e doutorando em Educação em Ciências, com Curso de Gestão da Inovação pelo Minister Affair Etrangere, da França, é o gestor de Inovação e do Conhecimento do Centro.

**Fotos: Daniel Santos/ IMED 

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