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18/06/2020
É tempo de crise, como inovar na área da saúde?

Por: Daniel Santos

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O tema foi debatido em webinar promovido pela IMED

As inovações na área da saúde foram sempre marcantes ao longo da nossa história. No atual momento que a globalização enfrenta não é diferente. De tecnologias leves e duras, já temos certeza que o futuro do profissional médico será de implantação eficaz, efetiva e eficiente das novas tecnologias. A pandemia provocada pela Covid-19 pode ser o impulso que faltava? Como será o trabalho da saúde quanto tudo isso passar?

Esses e outros questionamentos foram respondidos em webinar promovido pela IMED na noite desta quinta-feira (18), que reuniu nomes da inovação médica, como José Claudio Cyrineu Terra (Diretor de Inovação e Transformação Digital do Hospital Israelita Albert Einstein), Janete Vaz (Cofundadora e Vice-Presidente do Grupo Sabin, um dos maiores players de medicina diagnóstica do País), Fábio Leite Gastal (Superintendente de Informação, Inovação e Novos Negócios da Seguros Unimed), Éder Sócrates Najar Lopes (professor na Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP), e Luciney Bohrer (Administrador do Hospital de Clínicas de Passo Fundo).

Com o tema ‘Inovação na Saúde: Onde estamos e para onde vamos? ’, o encontro online foi mediado pela Gestora do Hub de Inovação da IMED, Márcia Capellari, pela Diretora de Pesquisa e Pós-Graduação Stricto Sensu da IMED, Caroline Cálice da Silva, pelo Diretor do campus Porto Alegre da IMED, Marc Deitos, pelo Médico Cirurgião do Aparelho Digestivo e Coordenador do Internato Médico IMED, Lucas Schmitz e pelo Editor de Opinião do Grupo RBS, colunista e comentarista de GauchaZH e RBS TV, Tulio Milman.

 

O Brasil inovou

Para Claudio Terra, a inovação começa pela ciência. “Num momento de grande confusão, como esse que a gente vive, só se consegue aprender e inovar tendo uma base científica muito sólida. Tornar nossas clínicas e hospitais lugares mais seguros também é inovação. Além disso, fomos capazes de desenvolver testes para a Covid-19 em dois meses, e superiores aos que estavam sendo importados da China. O Brasil se mostrou inovador e competente neste quesito” explicou.

 

Covid vai promover o desenvolvimento da saúde e da tecnologia  

Para Janete Vaz, a inovação está ligada à essência do ser e isso está ligado ao cuidado que também será estimulado depois que a pandemia passar.  “O cuidado dentro de casa vai ser maior, vamos olhar mais para nossos familiares também. A inovação que o coronavírus vai trazer está relacionada aos impactos positivos para a saúde e também para a tecnologia” explica.

 

Inovação não acontece por acaso

“Inovar está dentro do conceito histórico”, assim definiu Fábio Leite Gastal, durante o encontro online. “Não é por acaso que o setor da saúde brasileiro está se saindo bem diante dessa pandemia. É preciso entender que a inovação é um processo. No século XX, por exemplo, construções promoveram a inovação e modificações tecnológicas e de saúde no Brasil.  Falar de inovação é a descoberta da capacidade de produzir tecnologia e gerar riqueza através da tecnologia.

Um exemplo de inovação lembrado durante o webinar foi o desenvolvimento do Teleatendimento da IMED. “A pandemia contribuiu para aproximar isso. O serviço foi criado por alunos e professores do Curso de Medicina da IMED e tem o intuito de realizar uma pré-triagem de pacientes, além de ser um canal para esclarecimento de dúvidas, auxiliando a população e o Sistema de Saúde no combate ao Covid-19”, relembrou o professor Lucas Schimitz.

 

Onde estávamos antes de tudo isso acontecer?

Neste contexto, Eder Lopes, relembrou que todos os itens de segurança que utilizamos hoje para nos proteger do coronavírus eram passíveis de regulação da vigilância sanitária. Então, para que uma empresa fabricasse uma luva, por exemplo, precisava se submeter a uma série de requisitos propostos pela Anvisa e para que só assim se conseguisse a aprovação do produto. “Quando chegou a pandemia, o panorama mudou. Deu para se ver uma grande mobilização de fabricação de máscaras em que qualquer pessoa poderia fabricar um Equipamento de Proteção Individual (EPI), e isso é um ambiente de inovação. A partir disso, as pessoas começaram a se interessar por fabricar face shield, respiradores e soluções que sugiram praticamente do nada. Isso aconteceu por conta da flexibilização regulatória e impulsionou a inovação”, reflete.

 

A gestão hospitalar precisa ser inovadora

Luciney Bohrer relembrou que a disponibilização do Tele Saúde para os hospitais neste momento de pandemia também é motivo de inovação. “A inovação também vai ajudar a minimizar o impacto causado pela Covid dentro dos hospitais para manter os empregos dos colaboradores.  Historicamente, a emergência do HC possui um grande fluxo de pessoas, conseguimos inovar e reduzir esse tempo de espera através de Lean - uma metodologia de otimização de processos criada na Toyota e adaptada ao mundo corporativo”, comenta.

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