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10/09/2018
CEGEPE divulga índice de taxa de desocupação

Por: Liliana Crivello

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O setor da agropecuária foi o que obteve maior índice de rotatividade organizacional no estado do Rio Grande do Sul desde o primeiro semestre de 2016, segundo pesquisa desenvolvida pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Gestão de Pessoas (CEGEPE) da IMED Business School. O objetivo desse índice é manter a sociedade atualizada sobre a taxa de desocupação da mão de obra, por setor de atuação.

Os resultados mostram que os meses de janeiro, fevereiro e março são os que têm maior índice de rotatividade neste setor, o que faz com que o primeiro semestre apresente alto índice de rotatividade em comparação ao segundo semestre em 2016 e 2017 (Tabela 1). Esse padrão está relacionado com a sazonalidade do setor em função de uma maior mobilização de mão de obra para a safra e suas necessidades como recebimento e processamento da matéria-prima.

Em segundo lugar, está o setor de construção civil seguido pelo comércio, que apresentaram índices mais elevados desde o início de 2016 (Tabela 1).

 

 

Tabela 1 – Índice de Rotatividade doestado do Rio Grande do Sul

Setor

2016/1

2016/2

2017/1

2017/2

2018/1

Administração pública

1,2

0,8

1,3

0,9

1,1

Agropecuária

12,2

9,0

12,6

9,1

11,3

Comércio

6,6

6,4

6,9

6,5

6,5

Construção civil

8,4

6,9

7,9

7,5

7,7

Extrativa mineral

3,7

3,3

3,5

3,0

3,5

Indústria de transformação

3,7

3,1

3,7

3,3

3,8

Serviço industrial de utilidade pública

2,2

1,2

1,8

1,3

1,8

Serviços

4,7

4,1

4,6

4,4

4,6

Total

5,1

4,6

5,1

4,7

5,1

 

Fonte: Elaborado pelo CEGEPE com base nos dados do CAGED (2018).

 

No entanto, no primeiro semestre de 2018 em relação ao segundo semestre de 2017, houve uma diminuição do índice do setor da agropecuária no estado do Rio Grande do Sul (12,6 para 11,3) e no Sul do Brasil (9,9 para 9,7). No Brasil, esse índice aumentou de 9,0 para 9,1 (Tabela 2).

Tabela 2 - Índice de Rotatividade

Setor

RS

Sul do Brasil

Brasil

2017/1

2018/1

2017/1

2018/1

2017/1

2018/1

Administração pública

1,3

1,1

1,9

2,0

0,9

0,9

Agropecuária

12,6

11,3

9,9

9,7

9,0

9,1

Comércio

6,9

6,5

6,9

6,9

5,9

5,9

Construção civil

7,9

7,7

8,3

8,3

7,5

7,7

Extrativa mineral

3,5

3,5

3,2

3,5

2,0

1,9

Indústria de transformação

3,7

3,8

3,9

3,8

3,3

3,5

Serviço industrial de utilidade pública

1,8

1,8

1,7

1,7

1,7

1,8

Serviços

4,6

4,6

5,4

5,1

4,3

4,3

Total

5,1

5,1

5,3

5,3

4,7

4,8

 

Fonte: Elaborado pelo CEGEPE com base nos dados do CAGED (2018).

 

Em relação ao índice de variação de emprego (Tabela 3), que indica a diferença entre admissões e desligamentos, da região norte do estado do Rio Grande do Sul, entre as cidades analisadas, o setor de extrativa mineral é o que apresenta maior variação negativa de empregos (-0,25). Essa variação negativa indica que o setor demitiu mais empregados do que contratou no primeiro semestre de 2018.

O comparativo no setor de extrativa mineral entre as cidades analisadas do norte do estado do Rio Grande do Sul mostra um cenário positivo em Soledade, pois o número de admissões superou as demissões (3,55). Já Carazinho apresentou um cenário negativo, em que as demissões superaram as admissões (-2,83) e Marau teve um índice de 0,0 (Tabela 3).

Tabela 3 – Índice de variação de emprego na região Norte do Estado do Rio Grande do Sul

Setor

Passo Fundo

Erechim

Carazinho

Soledade

Marau

Norte do RS

Administração pública

 0,00

 0,00

 0,00

 0,00

-0,98

-0,20

Agropecuária

 0,20

 1,14

-0,45

 0,21

-0,20

 0,18

Comércio

-0,28

 0,11

-0,15

 0,11

 0,20

 0,00

Construção civil

 0,29

-0,10

-0,38

 1,20

 0,75

 0,35

Extrativa mineral

-1,53

-0,46

-2,83

 3,55

 0,00

-0,25

Indústria de transformação

-0,08

 0,71

 0,12

-0,60

-0,62

-0,09

Serviço industrial de utilidade pública

-0,21

 0,81

-0,10

 0,02

-0,67

-0,03

Serviços

 0,17

 0,65

 0,31

-0,12

 0,34

 0,27

Total

 0,00

 0,49

 0,05

-0,08

-0,16

 0,06

 

Fonte: Elaborado pelo CEGEPE com base nos dados do CAGED (2018).

 

O setor de extrativa mineral permanece compondo o maior índice de variação de emprego desde 2016, exceto no segundo semestre de 2016 quando a construção civil teve um índice de -2,77. Salienta-se também, que no setor extrativo mineral, no primeiro semestre de 2018, apresentou um resultado melhor do que no primeiro semestre do ano de 2016 e 2017. Outro resultado positivo no primeiro semestre de 2018 se encontra na construção civil que apresentou seu primeiro índice positivo desde 2016, o que significa que neste semestre as admissões superaram as demissões no setor (Tabela 4).

 

Tabela 4 – Índice de variação de emprego na região Norte do estado do Rio Grande do Sul

Setor

2016/1

2016/2

2017/1

2017/2

2018/1

Administração pública

0,39

-0,06

0,01

-0,56

-0,20

Agropecuária

0,15

0,20

0,19

0,11

0,18

Comércio

-0,15

0,24

-0,10

0,16

0,00

Construção civil

-0,34

-2,77

-0,39

-0,11

0,35

Extrativa mineral

-0,66

-1,23

-1,75

-0,63

-0,25

Indústria de transformação

-0,39

-1,01

-0,05

0,07

-0,09

Serviço industrial de utilidade pública

-0,18

0,81

-0,53

-0,49

-0,03

Serviços

-0,19

-0,12

0,25

0,09

0,27

Total

-0,22

-0,45

0,02

0,11

0,06

 

Fonte: Elaborado pelo CEGEPE com base nos dados do CAGED (2018).

 

Conforme índices apresentados, é por meio da movimentação dos vínculos empregatícios no mercado de trabalho que acontece o ajuste de mão de obra necessário para o processo produtivo. Porém, a rotatividade afeta negativamente a produção em função do tempo e dos recursos necessários para que uma nova pessoa se adeque à empresa e aos novos colegas. Assim, as consequências organizacionais são perda de produção, confiança e tempo em treinamentos.  

Participaram do desenvolvimento do índice a professora Dra. Shalimar Gallon (PPGA/ IMED), a aluna de mestrado Elem Vaz (PPGA/IMED e bolsista CAPES) e a aluna de graduação Larissa Nardes (IMED Business School e bolsista de iniciação científica FAPERGS).

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