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07/01/2019
As causas da rotatividade no setor da Construção Civil em Passo Fundo

Por: Paula Steffenon

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A acadêmica Taimara Tedesco, com as integrantes da banca avaliadora do TCC, a professora Alessandra Costenaro Maciel, a professora orientadora da TCC, Giana de Vargas Mores e a mestranda do PPGA, Francini Bagatini. Foto: Divulgação

O tema foi objeto de pesquisa do Trabalho de Conclusão de Curso de acadêmica de Administração da IMED

Uma pesquisa realizada por uma acadêmica do curso de Administração da IMED Passo Fundo apontou as principais causas da rotatividade dos empregados da construção civil no município de Passo Fundo. No país, o setor é um dos que mais colaboram para o crescimento da economia, no entanto, destaca-se em relação à rotatividade de empregados.

A pesquisa teve orientação da professora Doutora Giana de Vargas Mores. Na opinião dela, um trabalho de conclusão de curso deve contribuir de forma teórica e prática sobre temas relevantes para a sociedade. “Nesse tocante, este trabalho considerou o setor da construção civil, que tem importância socioeconômica para a nossa região, a exemplo da geração de empregos e renda. Ao considerar que a rotatividade de pessoal é um desafio para as organizações, buscou-se identificar as principais causas de rotatividade no setor em Passo Fundo, que gerou resultados interessantes a serem compartilhados com gestores das construtoras participantes”, destacou Giana.

De acordo com Taimara Tedesco, autora da pesquisa, que foi objeto do seu Trabalho de Conclusão do Curso (TCC), as informações que embasaram o estudo foram coletadas por meio de quinze entrevistas com gestores e empregados do setor (em duas construtoras), a partir de um roteiro semiestruturado cedido pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Gestão de Pessoas da IMED Business School. A coleta de dados foi adaptada para o contexto da construção civil, com questões específicas do setor. “Essas entrevistas proporcionaram diferentes percepções sobre a rotatividade no ambiente de trabalho. Entre elas, que a maior parte dos desligamentos que ocorrem nas construtoras é por iniciativa dos empregados”, concluiu.

Para os gestores entrevistados, segundo Taimara, as principais razões que levam os empregados a solicitarem o desligamento são a mudança de cidade e a oferta de um salário superior. Já com relação aos empregados entrevistados, as respostas mais frequentes foram: mudança de cidade, pressão no ambiente de trabalho, conseguir uma melhor oportunidade, insatisfação com as condições oferecidas pela organização. “Em relação aos desligamentos feitos por iniciativa das organizações, os gestores afirmaram que os empregados são desligados pelo comportamento inadequado. Na visão dos empregados entrevistados, os desligamentos involuntários, que ocorrem por decisão das organizações, são motivados pela falta de compromisso e postura profissional dos empregados e falta de produtividade. Referente às principais causas externas à organização que influenciam no desligamento dos empregados, os gestores citaram a paralisação das obras e a ausência de construções para iniciar, devido à condição econômica observada no município”, frisa a acadêmica.

 

Impactos da rotatividade

Ainda na pesquisa, Taimara questionou empregados e gestores sobre os impactos da rotatividade. Segundo ela, os gestores citaram o atraso na entrega da obra e o tempo de adaptação do novo empregado. Já os empregados citaram, além do atraso da obra, a desmotivação, pois dependendo do grau de proximidade com os empregados desligados, os que permanecem irão sentir sua ausência.

Sobre os custos da rotatividade, somente os gestores foram questionados. Entre os apontamentos, a paralisação de uma obra, os custos de aprendizagem, a rescisão do contrato e os exames que estão envolvidos na demissão e na contratação de um empregado.

No ano de 2017, um estudo desenvolvido por Camila Sehn, Alessandra Costenaro Maciel e Renan Bitencourt, sobre o turnover na construção civil no município de Passo Fundo, foi constatado um elevado índice de rotatividade no setor. Entre as principais causas encontradas foram: falta de qualificação, escolaridade, remuneração e falta de comprometimento. Por parte dos empregados, as principais razões foram: maiores salários, mudança de cidade, problemas pessoais e problemas financeiros. Já por parte da organização os motivos foram faltas, conflitos, redução de custos e término das atividades. Conforme Taimara, tais achados assemelham-se aos da sua pesquisa. “As diferentes causas que foram encontradas neste estudo são a pressão no ambiente de trabalho, conseguir uma melhor oportunidade, insatisfação com as condições oferecidas pela organização, ausência de construções para iniciar, paralisação das obras e falta de produtividade dos empregados”, destacou a pesquisadora.

A banca avaliadora do TCC foi composta pela Coordenadora da Pós-Graduação Lato Sensu da IMED Business School, Alessandra Costenaro Maciel, a professora orientadora, Giana de Vargas Mores e a mestranda do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da IMED, Francini Bagatini.

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