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03/09/2021
5 coisas que você precisa saber antes de cursar Enfermagem

Por: Karen Vidaleti

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Você é daquelas pessoas que gosta de ajudar ao próximo, que valoriza o bem-estar e o cuidado com o indivíduo e, ainda, curte acompanhar séries de TV ou streaming que transitam pelos ambientes da saúde? Então, pode ser que a possibilidade de estudar Enfermagem já tenha passado pela sua cabeça.

Sabemos que o processo de escolha de uma profissão não é tarefa fácil. É preciso muita pesquisa, para explorar os diferentes aspectos da profissão, e reflexão, para avaliar se esse é o caminho certo a seguir. Pensando em te ajudar com essa decisão, reunimos, a seguir, cinco aspectos que vão te deixar um pouco mais por dentro da profissão.

 

1. O campo de atuação é mais amplo do que você imagina

 

Essa profissão milenar passou por um processo de evolução e segue em constante atualização. No Brasil, está presente desde o período colonial, no entanto, o ensino da enfermagem no País só foi institucionalizado em 1923, com a criação da Escola de Enfermagem Ana Nery, na Bahia.

De acordo com a pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil (2015), o quadro da área no País está composto 80% por técnicos e auxiliares e apenas 20% por enfermeiros. No mercado de trabalho, 59,3% das equipes atuam no setor público; 31,8% no privado; 14,6% no filantrópico e 8,2% nas instituições de ensino.

 

Graduação proporciona vasto campo de atuação | Foto: Arquivo/IMED

 

Hoje, o enfermeiro conta com mais de 60 campos de atuação e especialidades, segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), organizados em três áreas: Saúde coletiva; Saúde da criança e do adolescente; Saúde do adulto; Saúde do idoso e Urgência e emergência; Gestão; e Ensino e pesquisa. Entre as possibilidades, também estão economia da saúde, docência no ensino superior, gestão empresarial, informática em saúde, saúde ambiental e sanitária.

 

2. Ser enfermeiro não é o mesmo que ser técnico

 

Embora ambos se dediquem ao cuidar, o técnico em Enfermagem e o enfermeiro têm formações distintas e, da mesma forma, suas atribuições também diferem. A Lei 7.498/86 dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e, nela, ficam claras as atividades que competem a cada profissional.

O técnico de enfermagem possui formação em nível médio, por meio de um curso profissionalizante, que pode ter duração de 1 a 2 anos. Já o enfermeiro é formado por meio de um curso de graduação, o que o possibilita desempenhar o planejamento e o gerenciamento de atividades e serviços, bem como liderar equipes de trabalho, compostas por técnicos e auxiliares.

“O técnico em enfermagem é habilitado a cuidados específicos, que são regulamentados pelo Conselho Federal de Enfermagem. O enfermeiro é o gestor do cuidado, o responsável por toda uma equipe de enfermagem e por todo o serviço de enfermagem, prestado dentro da instituição de saúde. Com o curso superior, ele pode também buscar especializações e habilitações, em nível Lato Sensu, ou ainda mestrados e doutorados, em nível de Stricto Sensu”, explica Thiago Silva, coordenador do curso de Enfermagem da IMED.

 

3. As aulas são bastante práticas

 

O currículo da graduação em Enfermagem está dividido em 10 semestres ou cinco anos. O curso conta com disciplinas gerais da área da saúde, como Histologia, Fisiologia, Bioquímica e Microbiologia. E também com aulas voltadas ao aprendizado e desenvolvimento assistencial, principalmente, no ambiente hospitalar, em urgência, emergência e áreas cirúrgicas. 

É possível vivenciar as práticas da profissão desde o primeiro semestre, o que ajuda o estudante a explorar melhor as possibilidades e a identificar áreas com potencial para seguir a carreira. Esse é o caso da estudante Yasmin Nunes, de 19 anos, que, atualmente, cursa o 4º semestre da graduação.

“É bom muito ter desde o início as aulas práticas junto com a teoria, porque isso auxilia muito a pensarmos em qual área a gente se encaixa mais, em qual gostaria de exercer futuramente. Desde o primeiro semestre, tive Saúde Coletiva da Criança e do Adolescente, onde presenciei uma cesariana e tive um mix de emoções. Fico bastante feliz com a oportunidade e também por ver que gostei bastante dessa área, de saúde da mulher e da criança, que, quando entrei na faculdade, não sabia que iria gostar”, comenta.

Além disso, o profissional formado em Enfermagem é preparado para que possa conhecer e intervir nas situações de saúde-doença mais prevalentes no perfil epidemiológico do País. No contexto atual, o enfermeiro tem sido bastante demandado para atuar com foco na atenção primária à saúde.

Atividades práticas fazem parte da rotina do aluno, desde o primeiro semestre | Arquivo/IMED

 

4. Enfermeiro não é assistente do médico

 

Ainda que atuem de forma complementar, visando a saúde e bem-estar do paciente, o enfermeiro não é assistente do médico. Cada profissão tem as suas particularidades e seguem caminhos diferentes. 

Enquanto o médico é responsável por realizar a análise e diagnóstico do quadro apresentado pelo paciente, o enfermeiro é responsável por prestar assistência ao paciente, o que inclui seguir os cuidados prescritos.

Para além da categoria médica e buscando a saúde integral do paciente, o enfermeiro também trabalha lado a lado com assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, terapeutas, etc.

“O papel do enfermeiro baseia-se no cuidar de pessoas. Então, ele pode atuar tanto no ambiente hospitalar, realizando a supervisão de todos os serviços de enfermagem, ou também no processo de ensino e pesquisa, dentro da promoção da saúde e prevenção, e de tudo que engloba o cuidado ao paciente, desde situações de menor complexidade até as de maior complexidade para o paciente. Suas atividades são realizadas sempre contando com uma atuação multiprofissional, com as demais equipes de saúde”, esclarece Thiago.

 

5. A rotina pode ser diferente, mas o objetivo é um só

 

Como você já deve ter percebido, a ideia de que ser enfermeiro se refere ao trabalho vinculado a hospitais, clínicas e serviços de cuidados em saúde é uma concepção limitada. Portanto, as atividades do profissional de Enfermagem podem variar bastante, dependendo da área escolhida para seguir carreira.

Enfermeira no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, e professora, Bianca Vian lembra que, além dos campos de atuação na esfera da promoção da saúde, é possível atuar em atividades de ensino e pesquisa, como educadores em escolas de formação técnica em enfermagem e em universidades. Ou ainda com consultoria, assessoria e atividades organizacionais, que possibilitam uma atuação autônoma e empreendedora no campo da gestão de serviços de saúde, gerenciamento de serviços, projetos e equipes.

 

Para Bianca, mesmo para quem escolhe caminhos distintos na enfermagem, há desafios comuns  

 

“Ainda, apesar das particularidades de cada carreira, existem similaridades e desafios entre todas elas, como a garantia do cuidado humanizado, gestão de recursos, pessoas, estruturas e sistemas destinados à saúde humana. É importante afirmar o papel do enfermeiro como articulador do cuidado prestado pela equipe de saúde, promovendo a interação dessas múltiplas ações pela sua proximidade com o paciente, seu olhar para o corpo físico, o contexto social, ambiental, político e econômico daquele que ele cuida”, observa.

 

Seja qual for o campo de atuação, algumas habilidades e competências socioemocionais são importantes para o profissional de Enfermagem. 

- comprometimento com a saúde

- atenção e zelo pelo bem-estar do paciente

- capacidade de tomar decisões

- comunicação

- organização

- empatia

- trabalho em equipe

- inteligência emocional

- capacidade de liderar

 

 

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